… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 29 de março de 2017

29 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
29 de março

“Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hb 5:8, ARC, Pt)

É-NOS dito que o Autor da nossa salvação se fez perfeito pelas aflições, portanto nós, que somos pecadores, e que estamos longe de sermos perfeitos, não nos devemos admirar se também somos chamados a padecer. Tem a cabeça de ser coroada com espinhos enquanto os outros membros do corpo se balançam no aprazível regaço da comodidade? Tem Cristo de cruzar os mares do Seu próprio sangue para ganhar a coroa, enquanto nós caminhamos para o Céu a pé seco, com chinelas de prata? Não, a experiência do nosso Senhor ensina-nos que o sofrimento é necessário, e que o autêntico filho de Deus não deve evitá-lo, nem desejar evitá-lo, ainda que possa. Há um pensamento muito reconfortante no fato de que Cristo “foi feito perfeito pelo sofrimento”, isto é, que Ele pode simpatizar completamente connosco. “Ele não é um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas.” Nesta simpatia de Cristo achamos um poder sustentador. Um dos primeiros mártires disse: “Posso suportar tudo porque Jesus sofreu, e Ele agora sofre em mim. Ele simpatiza comigo, e isto me fortalece.” Crente, deita a mão a este pensamento em todos os tempos de agonia. Que a lembrança de Jesus te fortaleça enquanto segues nos Seus passos. Encontra na Sua simpatia apoio carinhoso; e recorda que é honroso sofrer; sofrer por Cristo é a glória. Os apóstolos regozijaram-se de que foram tidos por dignos de padecer. O Senhor honra-nos quando nos dá graça para sofrermos por Cristo e com Cristo. As joias de um Cristão são os seus padecimentos. As insígnias da dignidade real dos reis a quem Deus ungiu são as suas aflições, as suas dores e as suas penas. Não fujamos, portanto, de sermos honrados. Não nos desviemos de sermos exaltados. As penas exaltam-nos, as aflições elevam-nos. “Se sofrermos, também com Ele reinaremos.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


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