… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 30 de março de 2017

30 de março


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas


30 de março

“Esquadrinhemos os nossos caminhos, experimentemo-los e voltemos para o SENHOR.” (Lm 3:40, ARC, Pt)

A ESPOSA que ama ternamente o seu marido ausente, anseia pelo seu regresso; uma separação prolongada do seu senhor é para o seu espírito como uma meia morte. Assim acontece com as almas que amam muito o Salvador, elas têm de ver a Sua face, elas não podem suportar que Ele esteja nos Montes de Beter e as deixe privadas da Sua comunhão. Um olhar de recriminação, um dedo levantado, será penoso para os Seus filhos dedicadoss que temem ofender o Seu terno Pai e que só são felizes no Seu sorriso. Amado, foi assim uma vez contigo. Um versículo das Escrituras, uma ameaça, um toque da vara da aflição, e, tu foste, em seguida, aos pés de teu Pai clamando: “Mostra-me por que pleiteias comigo”. É isto assim agora? Tu estás contente por seguires a Jesus de longe? Tu podes contemplar, uma comunhão interrompida com Cristo, sem te alarmares? Tu podes tolerar que o teu Amado ande em sentido contrário ao teu, porque tu andas em sentido contrário ao Seu? Os teus pecados têm feito separação entre ti e o teu Deus, e o teu coração está tranquilo? Oh!, permite-me que te exorte carinhosamente, porque é penoso que possamos viver tranquilamente sem o gozo presente do rosto do Salvador. Esforcemo-nos por sentir quão más são estas coisas: pouco amor pelo nosso agonizante Salvador, pouco gozo no nosso precioso Jesus, pouca comunhão como o Amado! Celebra uma Quaresma verdadeira na tua alma, enquanto te lamentas da dureza do teu coração. Não te detenhas no lamento! Recorda-te aonde recebeste a salvação. Vai em seguida à cruz. Ali, e somente ali podes lograr que o teu espírito se vivifique. Não importa quão duros, quão insensíveis, quão mortos nós tenhamos chegado a ser. Vamos lá outra vez, com todos os farrapos, pobreza e contaminação da nossa condição natural. Abracemos aquela cruz, fixemo-nos naqueles olhos lânguidos, banhemo-nos naquela fonte cheia de sangue. Isto far-nos-á regressar ao nosso primeiro amor; isto restaurará a simplicidade da nossa fé e a ternura do nosso coração.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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