… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 31 de março de 2017

31 de março


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

31 de março

“Pelas Suas pisaduras fomos sarados.” (Is 53:5, ARC, Pt)

PILATOS entregou o nosso Senhor aos lictores para que fosse açoitado. O azorrague romano era um instrumento de tortura espantoso. Era feito com tendões de bois, aos quais se entrelaçavam aqui e ali espinhos afiados; assim que cada vez que o azorrague caía, esses agudos espinhos produziam uma terrível laceração e arrancavam carne do osso. O Salvador estava, sem dúvida, atado à coluna, e assim foi açoitado. Ele já tinha sido açoitado antes, mas agora os lictores romanos infligem-Lhe provavelmente a mais severa das flagelações. Minh’alma, fica aqui e chora sobre o Seu pobre corpo ferido!

Crente em Jesus, podes olhá-Lo sem chorares, enquanto Ele está diante de ti como modelo de amor agonizante? Ele é simultaneamente imaculado como o lírio pela inocência e vermelho como a rosa, com o carmesim do Seu próprio sangue. Enquanto nós experimentamos a segura e bendita cura que as Suas chagas nos trouxeram, não arde imediatamente o nosso coração de amor e de dor? Se alguma vez temos amado o nosso Senhor Jesus, temos, certamente, que sentir crescer aquele afeto dentro dos nossos peitos.

“Vê como o paciente Jesus permanece,
Insultado no Seu estado mais baixo!
Os pecadores prenderam as mãos do Todo-poderoso,
E cuspiram no rosto do Seu Criador.

Com espinhos as Suas têmporas espetadas e feridas
Envia torrentes de sangue desde cada órgão;
As Suas costas açoitadas com azorrague com nós.
Porém um azorrague mais penetrante despedaça o Seu coração.”

Nós de bom grado iríamos para os nossos quartos e choraríamos; mas já que as nossas ocupações nos chamam para outro sítio, em primeiro lugar pediremos ao nosso Amado que imprima a imagem das Suas feridas nas tábuas dos nossos corações todo o dia, e ao cair da noite voltaremos a conversar com intimidade com Ele, e nos lamentaremos de que os nossos pecados O tenham feito sofrer tanto.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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