… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 31 de março de 2017

31 de março

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
31 de março


Então Rispa, filha de Aia, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da sega até que a água do céu caiu sobre eles; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.” (2Sm 21:10, ARC, Pt)

SE o amor de uma mulher para com os seus filhos mortos pôde fazer com que ela prolongasse a sua triste vigília por um tempo tão demorado, cansar-nos-emos nós de considerar os sofrimentos do nosso bendito Senhor? Ela afugentou as aves de rapina, e não afugentaremos nós das nossas meditações os pensamentos mundanos e pecaminosos que mancham as nossas mentes e os temas sagrados nos quais estamos ocupados? Fora, vós pássaros de voo perverso! Deixai o sacrifício! Rispa suportou sozinha e sem refúgio os calores do verão, o orvalho da noite e as chuvas. O sono tinha fugido dos seus olhos chorosos; o seu coração estava demasiado absorto para dormitar. Vede como ela amava os seus filhos! Assim suportou Rispa! E nós nos retiraremos perante o primeiro pequenino inconveniente ou prova? Somos nós tão covardes que não podemos resignar-nos a sofrer com o nosso Senhor? Rispa afugentou até as feras selvagens com uma coragem não comum no seu sexo. E nós não estaremos prontos a fazer frente a qualquer inimigo por amor a Jesus? Estes filhos da Rispa foram mortos por mãos estranhas, todavia ela chorou e vigiou. O que devemos nós fazer, por causa dos nossos pecados que crucificámos o nosso Senhor? As nossas obrigações são ilimitadas; o nosso amor deveria ser ardente e o nosso arrependimento completo. Vigiar com Jesus deveria ser a nossa ocupação, permanecer perto da Sua cruz, a nossa consolação. Aqueles horríveis cadáveres bem podiam ter espantado Rispa, especialmente durante noite, mas em nosso Senhor, ao pé de cuja cruz estamos sentados, não há nada repugnante, mas tudo é atrativo. Nunca houve uma beleza existente tão encantada como a do Salvador agonizante. Jesus, nós vigiaremos Contigo ainda um pouco mais, e Tu revela-Te graciosamente a nós; então nós não nos sentaremos debaixo de um pano de cilício mas num pavilhão régio.



Tradução de Carlos António da Rocha

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