… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 20 de março de 2017

20 de março



C. H. Spurgeon 
Leituras Matutinas
20 de março
“Meu amado.” (Ct 2:8, ARC, Pt)

ESTE é um nome precioso que a Igreja antiga estava habituada a dar, nos seus momentos mais felizes, ao Ungido do Senhor. Quando o tempo do canto das aves tem chegado e no país da amada se ouve a voz da rola, a sua nota amorosa era mais melodiosa do que a das outras as aves, enquanto ela cantava: “O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.” No seu cantar de cantares sempre ela O chama por este nome encantador “Meu amado!” Até no extenso inverno, quando a idolatria tinha murchado o jardim do Senhor, os Seus profetas acharam a oportunidade para pôr de lado a carga de Deus, por um pouco de tempo, e dizer como Isaías: “Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha.” Ainda que os santos nunca tenham visto a Sua face, conquanto Ele ainda não tivesse sido feito carne, nem tivesse habitado entre nós, nem o homem tivesse contemplado a Sua glória, contudo Ele era a consolação de Israel, a esperança e o gozo de todos os escolhidos, o “Amado” de todos os que são justos diante do Supremo. Nós, que estamos nos dias estivais da Igreja, estamos também habituados a falar de Cristo como o mui amado da nossa alma, e sentir que Ele é muito precioso, “Ele é o primeiro entre dez mil, sim, Ele é totalmente desejável.” É tão certo que a Igreja ama Jesus e o reclama como o seu Amado, que o Apóstolo se atreve a desafiar a todo o universo para que a separe do amor de Cristo, e declara que nem a “tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada” puderam fazê-lo. Mais ainda, Paulo diz com grande gozo: “Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.” Oh que nós conhecêssemos mais de Ti, precioso Senhor!

“A minha única possessão é o Teu amor;
Na Terra, em baixo, ou em cima, no Céu,
Eu não tenho nenhum outro tesouro;
E, conquanto, com rogo fervente oro,
E Te importuno dia a dia,
Preciso de Ti, de nada mais.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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