… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 2 de março de 2017

2 de março



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
2 de março

“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo.” (Ef 3:8, ARC, Pt)

O Apóstolo Paulo considerava que era para ele um enorme privilégio poder pregar o Evangelho. Ele não olhava para a sua chamada como um trabalho penoso, mas ele tomou posse dela com muito deleite. Contudo, ainda que Paulo se sentisse agradecido pelo seu ministério, o seu sucesso nele muito o humilhava. Quanto mais cheio estiver um vaso, mais profundamente se afunda na água. Os preguiçosos podem ter um conceito muito elevado das suas habilidades, porque elas não são postas à prova; porém o trabalhador diligente depressa aprende a sua própria fraqueza. Se tu procuras obter humildade, tenta uma obra difícil; se desejas conhecer a tua insignificância, empreende alguma coisa grande para Jesus. Se tu queres sentir quão impotente és à parte do vivo Deus, tenta, especialmente, a grande obra de proclamar as inescrutáveis riquezas de Cristo, e conhecerás, como nunca antes conheceste, que débil e indigna coisa tu és. Conquanto o apóstolo conhecia e confessava assim a sua fraqueza, nunca esteve perplexo quanto ao tema do seu ministério. Desde o seu primeiro sermão até ao seu último sermão, Paulo pregou Cristo e nada mais que Cristo. Ele levantou a cruz e exultou o Filho de Deus que derramou o Seu sangue nela. Segue o Seu exemplo em todos os teus esforços pessoais para difundires as boas novas de salvação, e faz que “Cristo e este crucificado” seja sempre o teu tema recorrente. O Cristão devia ser igual àquelas formosas flores de primavera, as quais, quando o sol brilha, abrem os seus cálices dourados, como que dizendo “Enche-nos com os teus raios de luz !” Mas quando o sol se esconde por detrás duma nuvem, elas fecham os seus cálices e inclinam as cabeças. Assim devia o Cristão sentir a excelente influência de Jesus; Jesus deve ser o seu sol, e ele deve ser a flor que se rende ao Sol da Justiça. Oh! Falar só de Cristo, este é o tema que é igualmente “semente para o que semeia e pão para o que come.” Este é o carvão aceso para os lábios daquele que fala, e a chave mestra para o coração daquele que ouve.



Tradução de Carlos António da Rocha

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