… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de abril de 2017

1 de abril



William MacDonald 
Um dia de cada vez
1 de abril

“E estais perfeitos Nele.” (Cl 2:10, ARC, Pt)

Contrariamente à opinião popular, não há diversos graus de capacidade para chegar ao Céu. Ou se é absolutamente apto ou não se é. Isto vai contra a noção muito propagada de que a criação de Deus está dividida em duas. Por um lado, está a gente boa que vive uma vida reta, e por outro estão os malvados e os descarados, e entre ambos estão os que têm diversos graus de aptidão para o Céu. Isto é um grande erro. Ou somos aptos ou não o somos. Não há intermédio.

Na realidade, nenhum de nós é competente em si mesmo. Todos somos pecadores culpados que merecemos o castigo eterno. Todos pecamos e estamos destituídos da glória de Deus. Todos nos desencaminhamos e decidimos andar pelos nossos próprios caminhos. Todos somos impuros e as nossas melhores obras são como trapos de imundície.

Nós não somos apenas inteiramente incompetentes para o Céu, como não podemos fazer nada por nós mesmos, que nos possa fazer aptos. Os nossos melhores propósitos e esforços mais nobres não nos podem tirar os pecados nem prover-nos da justiça que Deus demanda. Contudo as boas notícias do Evangelho consistem em que o amor de Deus provê o que demanda a Sua justiça, e outorga-o como um dom gratuito. “Pois é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorifique.” (Ef 2:8-9)

Somente em Cristo se encontra o que nos pode levar para o Céu. Quando um pecador nasce de novo, recebe a Cristo. Deus já não o considera mais como um pecador na carne; vê-o em Cristo, e aceita-o sobre essa base. “Ao que não conheceu pecado, por nós o fez pecado, para que nEle nós fôssemos feitos justiça de Deus. “ (2Co 5:21)

De modo que tudo se reduz a isto. Ou temos a Cristo ou não O temos. Se temos a Cristo, somos aptos para o Céu. A aptidão de Cristo deve ser a nossa aptidão. Somos tão dignos como Ele, porque estamos nEle.

Por outro lado, se não temos a Cristo estamos perdidos. Estar sem Ele é a deficiência fatal. Não há pessoa, nem igreja, nem rito nem obra que possa suprir esta falta crucial.

É de todo evidente que nenhum crente é mais apto que outro para ir para o Céu. Todos os que creem têm o mesmo “direito” de ir para a glória, e esse direito é Cristo. Nenhum crente tem mais de Cristo que outro. Portanto, nenhum é mais apto para o Céu que outro.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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