… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de abril de 2017

1 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

1 de abril

“Beije-me ele com os beijos da sua boca.” (Ct 1:2, ARC, Pt)

Durante vários dias estivemos considerando a paixão do Salvador, e por uns dias mais o continuaremos fazendo. Ao começar um novo mês, busquemos a respeito do nosso Senhor, os mesmos desejos que inflamaram o coração da esposa escolhida. Olha como ela vai imediatamente saltando para o Amado; não expressa palavras preliminares, nem mesmo menciona o nome dele; ela entra imediatamente no âmago do seu tema, pois ela fala dEle como do único para ela no mundo. Quão ousado é o seu amor! Foi a muita condescendência o que permitiu à penitente chorosa ungir com nardo os pés de Jesus; foi o Seu amor puro o que permitiu à dócil Maria sentar-se aos pés do Mestre e aprender dEle. Porém aqui, o amor, o forte e fervente amor, aspira às mais altas provas de consideração e a sinais mais íntimos de comunhão. Esther tremeu na presença de Assuero, mas a esposa, desfrutando da alegre liberdade do perfeito amor, não conhece o temor. Se nós temos recebido o mesmo espírito de liberdade, também nós podemos demandar a mesma posição. Por beijos temos de entender aquelas variadas manifestações de afeto pelas quais o crente goza do amor de Jesus. O beijo de reconciliação nós desfrutamo-lo na nossa conversão, e foi doce como o mel que destila do favo. O beijo da aceitação ainda se faz sentir, enquanto reconhecemos que Jesus aceitou, por Sua infinita graça, as nossas pessoas e as nossas obras. O beijo da presente comunhão é o que desejamos com ânsia que se repita dia após dia até que ele se mude no beijo de recepção, que tira a alma da terra; e o beijo de consumação, que a enche com o gozo do Céu. A fé é o nosso caminho habitual, porém a comunhão sensatamente sente o nosso descanso. A fé é o caminho, mas a comunhão com Jesus é o poço do qual o peregrino bebe. Oh amador das nossas almas! Não sejas estranho para nós; que os lábios da Tua bênção se unam aos lábios da nossa petição; que os lábios da Tua plenitude toquem os lábios da nossa necessidade, e, imediatamente, o beijo se efetuará.


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: