… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

10 de abril



C. H. Spurgeon 
Leituras Matutinas
10 de abril

“Ao lugar chamado a Caveira.” (Lc 23:33, ARC, Pt)

A colina do consolo é a colina do Calvário; a casa da consolação está edificada com a madeira da cruz; o templo das bênçãos celestiais está fundada sobre a rocha fendida, fendida pela lança que trespassou o Seu lado. Nenhuma cena na história sagrada alegrou jamais a alma como a tragédia do Calvário.



“É estranho, na verdade, que as horas mais lúgubres

Que jamais experimentou este mundo pecador,

Haveriam de tocar o coração com um poder

Mais delicado do que a alegria dos anjos.

Para aquela Cruz, o olho do dorido devia dirigir-se

Mais depressa, do que para onde a estrela de Belém brilha.”



A luz brota desde o meio-dia até à meia-noite do Gólgota, e cada erva do campo floresce agradavelmente sob a sombra da árvore outrora maldita. Naquele lugar de sede, a graça tem feito uma fonte que sempre brota água pura como cristal, cujas gotas têm a virtude de aliviar as atribulações da humanidade. Tu, que tiveste as tuas temporadas de conflito, tens de confessar que não foi no monte das Oliveiras, onde achaste consolo, nem tampouco no monte Sinai, nem no Tabor, mas Getsémani, Gabata e Gólgota foram os meios do teu consolo. As amargas ervas do Getsémani tiraram muitas vezes as amarguras da tua vida; o açoite do Gabata açoitou muitas vezes as tuas preocupações, e os gemidos do Calvário puseram em fuga todos os outros gemidos. Assim o Calvário produz-nos estranho e rico consolo. Nós nunca teríamos conhecido o amor de Cristo na sua altura e profundidade se Ele não tivesse morrido; nem poderíamos sequer imaginar o profundo amor do Pai se Ele não tivesse entregue o Seu Filho à morte. As mercês comuns que gozamos, todas falam de amor, assim como a búzio marinho, quando o pomos nos nossos ouvidos, fala-nos do insondável mar donde ele procede. Mas se desejamos ouvir o oceano mesmo, não devemos olhar para as bênçãos diárias, mas para as transações da crucificação. Aquele que deseje conhecer o amor, que vá ao Calvário, e veja morrer o Homem de Dores.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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