… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

10 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

10 de abril

“Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus esteve comigo.” (At 27:23, ARC, Pt)

A tempestade e a escuridão persistente, unidas com o risco iminente de naufrágio, levaram a tripulação do navio a uma triste situação. Um só homem, entre tantos, permaneceu em perfeita calma, e, pela sua palavra, os outros se tranquilizaram. Paulo era o único homem que tinha coragem suficiente para dizer: “Senhores, tende bom ânimo.” Havia lá a bordo legionários romanos veteranos e bravos marinheiros experimentados, e, entretanto, o pobre prisioneiro judeu teve mais valor do que todos eles. Ele tinha um Amigo secreto que manteve a sua coragem elevada. O Senhor Jesus enviou um mensageiro celestial a sussurrar palavras de consolação nos ouvidos do Seu servo fiel; por isso ele tinha um rosto resplandecente e falou como um homem tranquilo.



Se nós reverenciarmos o Senhor, podemos aguardar oportunas intervenções quando a nossa situação esteja no pior. As tormentas não podem ocultar-nos aos anjos, nem a escuridão impedi-los. Os serafins não consideraram humilhação o visitar o mais pobre da família celestial. Se as visitas dos anjos são poucas e escassas em tempos ordinários, elas serão frequentes nas nossas noites de tempestade e de naufrágio. Os amigos podem abandonar-nos quando estamos debaixo de aperto, mas as nossas relações com os habitantes do mundo angélico serão mais abundantes. E com a força das palavras amorosas trazidas para nós do trono pelo caminho da escala de Jacob, nós teremos poder para fazer proezas. Querido leitor, é esta uma hora de aflição para ti? Então, pede uma ajuda especial. Jesus é o anjo do pacto, e se a Sua presença é agora ardentemente buscada, ela não nos será negada. Que essa presença produz alegria no coração recordam-no aqueles que como Paulo, tiveram um anjo de pé junto a eles numa noite de tormenta quando as âncoras eram impotentes e as rochas estavam perto.



“Oh, anjo de meu Deus, aproxima-Te;

No meio da escuridão, sossega o meu temor.

Ruge forte o mar tempestuoso;

A Tua presença, Senhor, ajudar-me-á.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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