… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 11 de abril de 2017

11 de abril



William MacDonald
Um dia de cada vez

11 de abril
E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.” (Mt 28:12-13, ARC, Pt)

Logo que o Senhor Jesus ressuscitou de entre os mortos, os Seus inimigos começaram a urdir um álibi procurando dar uma “explicação” ao milagre. A maior mentira que lhes ocorreu naquele momento consistiu em alegar que os discípulos do Senhor tinham ido de noite e tinham roubado o corpo. (A teoria do desmaio, que sugere que Jesus não tinha morrido de facto, mas que tão somente tinha desmaiado, não apareceu senão séculos mais tarde). Infelizmente, como acontece com todas as outras teorias, a teoria do roubo suscita mais pergunta do que respostas. Por exemplo:

Porque é que o Sumo-sacerdote e os Anciãos não questionaram a notícia original dos guardas referente ao sepulcro vazio? Aceitaram-na como verdadeira e apressaram-se a idealizar uma explicação quanto a como tinha acontecido.

Porque estavam dormindo os soldados, quando deviam ter estado vigiando? A pena imposta pelos Romanos para aqueles que dormiam durante o serviço de guarda era a morte. Todavia, foi-lhes prometido imunidade do castigo. Porquê?

Como puderam os soldados estar dormindo profundamente todos ao mesmo tempo? É inverosímil supor que todos se teriam arriscado a morrer por um momento de sono.

Como puderam os discípulos rodar a pedra sem despertar os guardas? A pedra era grande e não se podia mover sem fazer ruído. Como puderam mover a pedra? Num típico sepulcro ao estilo herodiano, a pedra rodava-se até que caía numa abertura no chão. Seria mais fácil selar o sepulcro que abri-lo. Além disso, o sepulcro tinha sido tão guardado como era possível às autoridades romanas fazerem-no.

É crível que os discípulos, tão temerosos ao ponto de terem fugido para salvar as suas vidas, como teriam tido a audácia de enfrentar-se com os soldados romanos e roubar o sepulcro? Certamente sabiam que um atentado desta classe se castigaria com uma sentença muito severa.

Se todos os soldados estavam dormindo, como chegaram a saber que foram os discípulos os que tinham roubado o corpo? Se os discípulos roubaram o corpo, por que se detiveram para remover os lenços e dobrar o sudário? (Lc 24:12; Jo 20:6-7) Porque queriam os discípulos roubar o corpo?

Não havia razão. De facto, quando se inteiraram de que o Senhor tinha ressuscitado, surpreenderam-se e até chegaram a duvidar.

Finalmente, sendo os discípulos respeitáveis como eram, como teriam saído e pregado a ressurreição com grande risco pessoal, se sabiam que era uma mentira? Paul Little disse: “Os homens não morrem pelo que sabem que é mentira.” Os discípulos criam sinceramente que Jesus tinha ressuscitado.

O Senhor ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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