… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

14 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

14 de abril



“Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça.” (Sl 22:7, ARC, Pt)



A zombaria foi um grande ingrediente nas aflições do nosso Senhor. Judas zombou dEle no jardim; o principal dos sacerdotes e os escribas escarneceram-se dele com desprezo; Herodes deprezou-O; os serventes e os soldados fizeram pouco dEle, e insultaram-No brutalmente; Pilatos e a sua guarda ridicularizaram a Sua realeza, e, estando Ele sobre a cruz, lançaram-Lhe violentamente todas as espécies de troças horríveis e de insultos repugnantes. O ridículo é sempre difícil de aguentar, mas quando estamos em profundo sofrimento é tão desumano e tão cruel que isso corta-nos até à medula. Imagina o Salvador crucificado, arrasado com angústia além de toda imaginação mortal, e, então, pensa naquela multidão heterogénea, todos meneando as suas cabeças e pondo para fora a língua em desprezo amarguíssimo a uma pobre vítima sofredora! No Crucificado terá havido com toda a certeza algo mais do que os espectadores puderam ver, quando não, aquela grande e confusa multidão não O haveria honrado unanimemente com tal desprezo. Não estava o mal confessando, naquele preciso momento, o seu aparente triunfo que, no fim de contas, não podia fazer mais do que escarnecer-se daquela bondade vitoriosa que estava então reinando sobre a cruz? Oh Jesus!, “desprezado e o mais indigno entre os homens”, como pudeste Tu morrer por homens que Te trataram tão mal? Aqui há amor admirável, amor divino, sim, amor além de toda a ponderação. Nós, também, Te havemos desprezamos nos dias da nossa não regeneração, e, até depois do nosso novo nascimento havemos elevado o mundo em nossos corações, e, contudo, Tu sangraste para curar as nossas feridas e morreste para nos dar vida. Oh! Se nós pudéssemos colocar-Te num alto e glorioso trono nos corações de todos os homens! Nós desejamos proclamar os Teus louvores sobre a terra e mar até que os homens Te adorem tão unanimemente como outrora Te rejeitaram.



“As tuas criaturas são injustas Contigo, oh Tu Deus supremo!

Tu não és amado, porque não és entendido:

Isto aflige-me mais, a tal ponto as vãs actividades iludem

Homens ingratos, apesar do Teu sorriso.”
  
Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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