… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 15 de abril de 2017

15 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
15 de abril

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? “(Sl 22:1, ARC, Pt)

Nós, aqui, contemplamos o Salvador na profundidade das Suas dores. Nenhum outro lugar mostra tão bem os sofrimentos profundo de Cristo como o Calvário, e nenhum outro momento no Calvário está tão cheio de agonia como aquele em que Ele exclamou: “ Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Neste momento a debilidade física uniu-se com a aguda tortura mental pela vergonha e ignomínia que Ele teve de passar. E, para culminar a intensidade dos Seus sofrimentos, Ele padeceu uma agonia espiritual que transcende todo o entendimento, resultante da partida da presença de Seu Pai. Esta era a escura meia-noite do Seu horror; então, foi quando Ele descendeu o abismo do sofrimento. Nenhum homem pode penetrar no completo significado destas palavras. Alguns de nós, às vezes, poderíamos gritar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Há momentos, quando o esplendor do sorriso de nosso Pai fica eclipsado por nuvens e trevas, porém, recordemo-nos que Deus nunca nos deixa deveras. Connosco esse é um abandono aparente, mas com Cristo era um abandono real. Nós afligimo-nos por causa de uma breve retirada do amor de nosso Pai, mas, quem poderá calcular quão profunda foi a agonia que causou a Jesus, o real afastamento do rosto de Seu Pai?



No nosso caso, o nosso clamor é muitas vezes ditado pela incredulidade; no Seu caso foi a expressão de um facto espantoso, porquanto Deus tinha-Se, de facto, afastado dEle durante algum tempo. Oh, tu, pobre e angustiada alma, que viveste noutros tempos na luz do rosto de Deus, mas que agora te achas em trevas, não te esqueças que Ele não te abandonou. Deus (coberto) nas nuvens é tão nosso Deus como quando ilumina em todo o esplendor da Sua graça, porém, já que até o pensamento de que Ele nos tem deixado nos transmite uma dor intensa, qual terá sido a dor do Salvador, quando Ele exclamou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?”!

  
Tradução de Carlos António da Rocha

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