… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 16 de abril de 2017

16 de abril



William MacDonald
Um dia de cada vez
16 de abril

“... Como morrendo, e eis que vivemos.” (2 Co 6:9, ARC, Pt)

A Bíblia está cheia de paradoxos , quer dizer, verdades que parecem contrárias ao que normalmente supomos ou que parecem contradizer-se umas às outras. G. K. Chesterton sustentava que um paradoxo é: “uma verdade fazendo o pino para atrair a atenção.” A seguir apresento uns quantos paradoxos que sem dúvida atrairão a nossa atenção:

Quando perdemos a nossa vida, salvamo-la; quando a amamos, perdemo-la. (Mc 8:35).

Somos fortes quando somos débeis (2Co 12:10), e impotentes na nossa própria força. (Jo 15:5)

Encontramos a liberdade perfeita quando somos escravos de Cristo e a escravidão quando estamos livres do Seu jugo. (Rm 6:17-20)

Encontramos mais gozo ao compartilhar o que temos que em ter mais. Ou, nas palavras de nosso Senhor: “Mais bem-aventurado é dar do que receber.” (At 20:35)

Aumentamos o que temos ao reparti-lo, e acabamos na miséria quando o retemos. (Pv 11:24)

Temos uma natureza nova que não pode pecar (1Jo 3:9), todavia, tudo o que fazemos está manchado pelo pecado. (1Jo 1:8)

Conquistamos quando nos rendemos (Gn 32:24-28) e experimentamos a derrota quando combatemos. (1Pe 5:5c)

Somos humilhados quando nos exaltamos, mas quando nos humilhamos, Deus exalta-nos. (Lc 14:11)

Somos alargados na angústia (Sl. 4:1) e reduzidos na prosperidade. (Jr 48:11)

Podemos possuir todas as coisas e todavia não ter nada; podemos ser pobres, e, contudo, fazer ricos a muitos. (2Co 6:10)

Quando somos sábios (no conceito do homem) então somos néscios (à vista de Deus), mas quando somos néscios por amor de Cristo, então chegamos a ser verdadeiramente sábios. (1Co 1:20-21)

Quando andamos pela fé somos livres de preocupações e inquietações; mas, quando andamos pela vista, assaltam-nos o temor da perda pela traça, pela ferrugem e pelos ladrões (Mt 6:19).

O poeta vê a vida cristã como um paradoxo do princípio ao fim:

Que estranha é a rota que a alguns toca a transitar,
Que enredada a senda pela que têm de caminhar;
A esperança da sua felicidade nasce do temor,
E a sua vida, pela morte a hão de receber.

As suas mais honradas pretensões veem-se adiadas,
E as suas melhores resoluções, contrariadas;
Não pode esperar ser completamente libertado
Até que não se haja totalmente despejado.

Quando tudo isto tem ocorrido e o seu coração é confirmado
Da total remissão do seu pecado;
Quando a sua paz é procurada e o seu perdão está assinado,
A partir daí, o seu conflito começou.
(Selecionado)


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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