… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 16 de abril de 2017

16 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
16 de abril

“Assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs.” (Ex 17:12, ARC, Pt)

TÃO poderosa era a oração de Moisés, que tudo dependia dela. As petições de Moisés desconcertaram mais o inimigo do que o combate de Josué. Entretanto, ambas as coisas eram necessárias. Assim também, no conflito da alma, o poder e o fervor, a decisão e a devoção, o valor e a veemência devem unir as suas forças e tudo irá bem. Tu deves lutar com os teus pecados, mas a maior parte da luta tem de ser feita só em privado com Deus. A oração, como a de Moisés, levanta o sinal do pacto diante do Senhor. A vara era o emblema do que Deus fazia com Moisés, o símbolo da autoridade de Deus sobre Israel. Aprende, Oh! Santo que suplicas, a levantar a promessa e o juramento de Deus diante dEle. O Senhor não pode negar as Suas declarações. Levanta, pois, a vara da promessa e obtém o que queiras.

Moisés cansava-se e então os seus amigos assistiam-no. Quando, em qualquer ocasião, a tua oração fraqueje, deixa que a fé a sustente de um lado e a esperança do outro, e a oração, sentando-se sobre a pedra de Israel, a rocha de nossa salvação, perseverará e prevalecerá. Cuidado com o desfalecimento na devoção! Se Moisés o experimentou, quem poderá evitá-lo? É muito mais fácil lutar com o pecado em público, do que orar contra ele em privado. É notável que Josué nunca se cansou na luta; porém, Moisés fatigou-se na oração. Quanto mais espiritual for um exercício mais dificultoso é para a carne e para o sangue mantê-lo. Clamemos, então, por força especial, e que o Espírito Santo, que ajuda as nossas fraquezas, como ajudou Moisés, que nos permita, como a ele, continuar com as nossas mãos firmes “até que o sol se pôs”, até que a tarde da vida (velhice) passe; até que cheguemos ao nascimento de um sol melhor na terra onde a oração seja engolida no louvor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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