… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17 de abril


William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de abril
Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. (Mt 23:8-10, ARC, Pt)

O Senhor Jesus advertiu os Seus discípulos contra o uso de títulos ostentosos que alimentam o ego e põem o “eu” no lugar da Trindade.

Deus é o nosso Pai, Cristo é o nosso Senhor, e, o Espírito Santo é o nosso Mestre. Não devemos apropriamos desses títulos na Igreja. No mundo, é óbvio, temos um pai terrestre, no trabalho estamos sob a autoridade de chefes ou patrões, e na escola aprendemos sob a tutela de professores. Mas espiritualmente falando, os membros da Deidade desempenham essas posições, e como tal, só Eles devem ser honrados.

Deus é o nosso Pai no sentido em que é o Doador da vida. Cristo é o nosso Senhor porque Lhe pertencemos e estamos sujeitos à Sua direção. O Espírito Santo é o nosso Mestre porque é o Autor e o Intérprete da Escritura e todo o nosso ensino deve ser dirigido por Ele.
Que estranho é, pois, que as Igrejas conservem títulos honoríficos, tal como se Cristo nunca tivesse proibido o seu uso. Sacerdotes e ministros fazem-se chamar ainda por “padre” “pai” e referem-se, algumas vezes, a eles próprios como ‘Dominus’, que significa Senhor. Os clérigos utilizam regularmente o título de “Reverendo”, que significa “temível”, e é uma palavra que a Bíblia emprega em exclusividade para Deus, (ver Sl 111:9 “santo e temível é o Seu nome”). O título “doutor” vem do latim ‘docere’, que significa ensinar. De modo que doutor significa professor. Os títulos, merecidos ou honoríficos, provêm de instituições académicas que a maioria das vezes são hospitais para os corrompidos da infidelidade, em vez de baluartes da fé cristã. Não obstante, quando um homem é apresentado na assembleia como “Doutor”, o que se quer dizer é que as suas palavras têm peso e autoridade por causa do seu grau académico. Isto, certamente, é uma frivolidade e está completamente injustificado. Um lixeiro corcunda, cheio do Espírito Santo, pode falar melhor e com mais veracidade (do que um doutor), como um oráculo de Deus.

Há lugar para os títulos no mundo secular. O princípio que se aplica nessa esfera é: “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” (Rm 13:7, ARC). Mas o princípio que se aplica na assembleia está estabelecido pelo Senhor com as palavras: “todos vós sois irmãos” (Mt 23:8, ARC).

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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