… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17 de abril


C. H. Spurgeon

Leituras Matutinas

17 de abril
“Mas chegastes ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” (Hb 12:22-24, ARC, Pt)

LEITOR: chegaste ao sangue da aspersão? A pergunta, não é, se tu chegaste ao conhecimento de doutrinas ou à observância de cerimónias, ou a certa forma de experiência, mas sim, se tu chegaste ao sangue de Jesus. O sangue de Jesus é a vida de toda a piedade vital. Se tu, na verdade, chegaste a Jesus, é porque o Espírito Santo amavelmente te conduziu ali. Chegaste ao sangue da aspersão sem méritos da tua parte. Culpado, perdido, desvalido, aproximaste-te para receber aquele sangue, e somente aquele sangue, como tua eterna esperança. Chegaste-te à cruz de Cristo, com um coração dorido e tremente; e, oh! Quão precioso foi ouvir a voz do sangue de Jesus. O gotejamento do Seu sangue é como a música do Céu para os filhos penitentes da terra. Nós estamos cheios de pecados, mas o Salvador manda-nos elevar os nossos olhos para Ele, e enquanto contemplemos as suas feridas sangrentas, cada gota de sangue que cai, clama: “Consumado é; terminei com o pecado; consegui justiça eterna.” Oh linguagem maviosa do precioso sangue de Jesus! Se tu te chegaste ao sangue uma vez, tu chegar-te-ás constantemente a ele. A tua vida será: “Olhando para Jesus.” A tua norma de conduta resumir-se-á nisto: “Para quem estou indo.” Não para quem eu tenho ido, mas para quem eu sempre estou indo. Se tu tiveres ido alguma vez ao sangue da aspersão, sentirás necessidade de ir a ele todos os dias. Aquele que não deseja lavar-se nele todos os dias, é porque nunca foi lavado. O crente considera sempre um gozo e um privilegio o haver constantemente uma fonte aberta. As experiências passadas são para o Cristão alimento duvidoso; só uma presente vinda a Cristo nos pode dar gozo e consolação. Que nesta manhã asperjamos de novo os umbrais das nossas portas com sangue, e depois banqueteemo-nos com o Cordeiro, seguros de que o anjo destruidor nos passará ao lado.


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: