… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 18 de abril de 2017

18 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
18 de abril

“Ela atou o cordão de escarlata à janela.” (Js 2:21, ARC, Pt)

RAAB dependeu para a sua preservação da promessa dos espiões, a quem ela considerou como representantes do Deus de Israel. A sua fé foi simples e firme, mas muito obediente. Atar o cordão de escarlata à janela era em si mesmo um ato trivial, mas ela não se atreveu a correr o risco de omiti-lo. Vem, minha alma, não há aqui uma lição para ti? Tens tu estado atenta a toda a vontade de teu Senhor ainda que alguns mandamentos pareciam ser não essenciais? Tens tu observado, na sua forma correta, as duas ordenanças dos crentes: o Batismo e a Ceia do Senhor? Se estas coisas são descuidadas é prova de que no teu coração há muita desobediência. Sê, doravante, em todas as coisas sem culpa, até para atar um cordão, se isso é assunto de mandamento.

Este ato de Raab apresenta uma lição ainda mais solene. Tenho eu confiado implicitamente no precioso sangue de Jesus? Tenho eu atado, com um nó górdio, o cordão de escarlata, à minha janela, de modo que a minha esperança nunca vez possa ser removida? Ou posso eu olhar até ao Mar Morto de meus pecados, ou para a Jerusalém de minhas esperanças sem ver o sangue, e vendo todas as coisas em conexão com o seu bendito poder? O transeunte pode ver uma corda de cor tão visível, se ela está pendurada da janela. Será um bem para mim, se a minha vida torna visível, a todos os espectadores, a eficácia da expiação. O que há ali do que envergonhar-se? Que olhem, se assim o desejem, tanto os homens como os demónios; o sangue é o meu orgulho e o meu canto! Minh’alma, há Um que verá aquele cordão de escarlata, mesmo quando tu, pela debilidade da tua fé, não possas vê-lo por ti mesmo. Jeová, o Vingador, vê-lo-á e te perdoará. Os muros de Jericó caíram; a casa de Raab estava (edificada) sobre o muro, e, contudo, ela ficou imóvel. A minha natureza está edificada no muro da humanidade, e, contudo, quando a destruição ferir a humanidade, eu ficarei seguro. Minh’alma, ata outra vez o cordão carmesim à janela e descansa em paz.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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