… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

19 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

19 de abril
“E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.” (Mt 27:51, ARC, Pt)

NÃO foi um milagre insignificante o que se realizou no rompimento de um véu tão forte e grosso, mas ele não se realizou meramente como uma exibição de poder, pois ele ensina-nos aqui muitas lições. A antiga lei de cerimónias foi abolida, e, como um vestido gasto, foi roto e posto de lado. Quando Jesus morreu, todos os sacrifícios terminaram, porque todos ficaram cumpridos nEle, e, por consequência, o lugar onde esses sacrifícios eram apresentados, foi marcado com um sinal evidente de decadência. Aquele rasgão também revelou todas as coisas ocultas da antiga dispensação. Agora podia ver-se o propiciatório e a glória de Deus brilhava sobre ele. Pela morte do Senhor Jesus temos uma clara revelação de Deus, pois Ele “não era como Moisés que punha um véu sobre a sua face.” Vida e imortalidade saem agora à luz, e coisas ocultas desde a fundação do mundo são manifestas nele. A cerimónia anual da expiação foi assim abolida. O sangue da expiação, que uma vez por ano era aspergido dentro do véu, foi agora oferecida uma vez por todas, pelo grande Sumo Sacerdote, e, portanto, o lugar do rito simbólico foi derrubado. Agora não se necessita mais do sangue de bois nem de ovelhas, porquanto Jesus entrou dentro do véu com o Seu próprio sangue. Por este motivo, se permite o acesso a Deus agora, e é este o privilégio de cada crente em Cristo Jesus. Não há sequer uma pequena abertura pela qual possamos espreitar o propiciatório, exceto o rasgão que se estende de alto a baixo. Podemos acercar-nos com confiança ao trono da graça celestial. Vamos nós errar se dissermos que a abertura do Santo dos Santos foi feita desta maneira maravilhosa pelo último clamor de nosso Senhor, era o tipo da abertura das portas do paraíso para todos os santos, em virtude da Paixão? O nosso sangrento Senhor tem a chave do Céu; Ele abre e ninguém fecha; entremos com Ele nos lugares celestiais, sentemo-nos lá com Ele até que os nossos inimigos serão feitos o escabelo dEle.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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