… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de abril de 2017

2 de abril



William MacDonald
Um dia de cada vez
2 de abril

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2Co 5:10, ARC, Pt)

Ainda que seja certo, como vimos na meditação de ontem, que não há graus de aptidão para chegar ao Céu, também é certo que certamente haverá graus de recompensa no Céu. O tribunal de Cristo será um lugar de exame e de recompensa onde alguns receberão um galardão mais abundante do que outros.

Também haverá distintas capacidades para desfrutar das glórias do Céu. Todos serão felizes, mas uns serão mais felizes do que outros. A taça de cada um estará cheia, mas alguns terão taças maiores que outros.

Devemos reprovar a ideia de que todos seremos exatamente iguais quando alcançarmos o estado glorificado. A Bíblia não ensina semelhante uniformidade insossa e despersonalizada. Pelo contrário, a Escritura afirma que as vidas que se caracterizaram pela sua fidelidade e consagração serão recompensadas com coroas e as que não se caracterizaram, sofrerão perda.



Vejamos o exemplo de dois jovens da mesma idade que se convertem ao mesmo tempo. Um deles vive os quarenta anos seguintes dando o primeiro lugar na sua vida ao reino de Deus e à sua justiça. O outro dedica os melhores anos da sua vida a fazer dinheiro. O primeiro fala fervorosamente das coisas do Senhor, o segundo da atividade do mercado. O primeiro tem uma capacidade maior para desfrutar do Senhor agora, e terá essa mesma capacidade no Céu. O segundo, embora igualmente apto para o Céu por meio da Pessoa e da obra de Cristo, é menor espiritualmente, e terá essa mesma reduzida capacidade no Céu.



No dia a dia determinamos as recompensas que receberemos e da medida em que desfrutaremos do nosso lar eterno. Determinamo-lo pelo nosso conhecimento da Bíblia e pela nossa obediência a ela, pela nossa vida de oração, pela comunhão com o povo de Deus, pelo nosso serviço consagrado ao Senhor e pela fiel administração de tudo o que Deus nos confiou. Assim que nos dermos conta, de que construímos a eternidade a cada dia que passa, teremos mais cuidado com as decisões que tomamos e com as prioridades que estabelecemos.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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