… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de abril de 2017

2 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
2 de abril

“E nem uma palavra lhe respondeu.” (Mt 27:14, ARC, Pt)

JESUS NUNCA foi tardo em falar quando se tratava de abençoar aos filhos dos homens, mas em Sua própria defesa Ele não quis falar nada. "Nunca homem algum, falou como este homem", e nunca houve homem mais calado do que Ele. Era este singular silêncio o indício do perfeito sacrifício de Si mesmo? Indica isto que Ele não teria de expressar uma palavra para deter a chacina da Sua sagrada pessoa, a qual Ele tinha dado como uma oferenda por nós? Tinha-Se Ele rendido tão completamente que não deseja intervir em Seu favor, nem mesmo por um instante, mas ser uma vítima atada e morta, sem resistir nem queixar-Se? Era este silêncio uma figura de quão indefensável é o pecado? Nada se pode dizer como desculpa pela culpa humana, e, por consequência, Ele suportou todo o seu peso, permanecendo mudo diante do Seu juiz. Não é este silêncio paciente, a melhor réplica a um mundo contraditor? O sofrimento silencioso responde muito mais convincentemente a algumas perguntas do que a mais elevada eloquência. Os melhores apologistas do Cristianismo nos dias primitivos foram os seus mártires. A bigorna quebra um grande número de martelos só por suportar pacientemente os seus golpes. Não nos proporciona um grande exemplo de sabedoria o calado Cordeiro de Deus? Onde cada palavra era uma ocasião para uma nova blasfémia, era melhor não dar combustível para o fogo do pecado. O ambíguo e o falso, o indigno e o vil, serão dentro em pouco derrotados e confutados por si mesmos; e, portanto, a verdade decide estar calada e acha que o silêncio é a sua sabedoria. Evidentemente o nosso Senhor, pelo Seu silêncio, deu um notável cumprimento à profecia. Uma longa defesa de Si mesmo teria sido contrária à profecia de Isaías. “Como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” Pelo Seu emudecimento demonstrou convincentemente ser o verdadeiro Cordeiro de Deus. Como tal O adoramos esta manhã. Sê connosco, Jesus, e no silêncio de nosso coração, deixa-nos ouvir a voz do Teu amor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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