… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20 de abril


William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de abril
“Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.” (Rm 11:6, ARC, Pt)

Quando alguém se fundamenta bem na doutrina da graça desde o começo da sua vida cristã, livra-se de muitos problemas que poderiam vir mais tarde. É fundamental entender que a salvação é um dom gratuito da graça de Deus e que se dá àqueles que não só não a merecem, mas, também de facto merecem o contrário. Não há nenhuma obra suficientemente meritória que alguém possa fazer para ganhar a vida eterna. É dada só àqueles que dependem por completo dos méritos do Salvador.

É muito importante que entendamos que a salvação é toda de graça, porque só desta maneira podemos chegar a ter plena certeza dela. Se a salvação dependesse de nós, no grau mais insignificante que fosse, ou das nossas obras miseráveis, então nunca teríamos essa certeza. Nunca chegaríamos a saber se as nossas boas obras foram suficientes, ou se em realidade foram boas. Mas, quando tudo depende da obra de Cristo, então não há lugar para a dúvida aguda e persistente.

Assim mesmo é certo a respeito da nossa segurança eterna. Se esta depende em alguma medida da nossa capacidade para nos mantermos firmes, então podemos ser salvos hoje e amanhã estar perdidos, mas se a nossa segurança depende da capacidade do Salvador para nos guardar, podemos saber que estamos seguros eternamente.

Os que vivem sob a proteção da graça não são joguetes indefesos do pecado. O pecado tem domínio sobre os que estão sob a lei porque a lei diz-lhes o que é que devem fazer, mas não lhes dá o poder para fazê-lo. A graça brinda a pessoa a uma posição perfeita ante Deus, ensina-a a caminhar na dignidade da sua chamada pelo Espírito Santo que nela habita e além do mais recompensa-a por ela o fazer.

Sob a graça, o serviço torna-se num gozoso privilégio e não uma servidão legalista (buscando mérito). O crente é motivado pelo amor e não pelo temor. A lembrança dos sofrimentos do Salvador move o pecador salvo a derramar a sua vida em serviço consagrado.
A graça também enriquece a vida infundindo ação de graças, adoração, e louvor. O nosso coração transborda de adoração ao conhecer o Salvador, o que Ele tem feito por nós, que somos pecadores por natureza e na prática.

Não há nada como a graça de Deus. É a jóia que coroa os Seus atributos. Estar bem fundado na verdade da graça soberana de Deus transfigurará toda a nossa vida.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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