… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
20 de abril
“Para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte.” (Hb 2:14, ARC, Pt)

Oh filho de Deus! A morte perdeu o seu aguilhão, porque o poder do diabo sobre ela foi destruído. Então, não temas morrer. Pede a Deus, o Espírito Santo, graça, a fim de que por um conhecimento íntimo e uma fé inquebrável na morte do Redentor, sejas fortalecido para aquela hora sombria. Vivendo perto da cruz do Calvário, podes pensar na morte com alegria e recebê-la com intenso gozo. É agradável morrer no Senhor: é uma promessa divina, de graça divina, o morrer em Jesus. A morte não é um desterro duradouro, é um regresso do exílio, uma partida para o Lar, para as muitas mansões onde já estão os nossos amados. A distância entre os espíritos glorificados que estão no Céu e os santos que militam na Terra parece grande, mas não o é. Não estamos longe do Lar; logo estaremos nós ali. A vela está desfraldada; a alma começa a viagem. Quanto durará a sua navegação? Quantos ventos molestos darão na vela antes que ela colha os rizes no porto de paz? Quanto tempo será aquela alma balançada sobre as ondas antes dela chegar ao mar, que não conhece tormenta? Presta atenção à resposta: “Deixar este corpo, para habitar com o Senhor.” Aquela nave partiu recentemente, mas já chegou ao seu porto. Ela não fez mais do que desfraldar a sua vela e já está ali. Tal como aquela barca do lago da Galileia, uma tempestade balançou-a, mas Jesus disse: “Cala-te, aquieta-te”, e, imediatamente, ela chegou a terra. Não penses que um longo período medeia entre o instante da morte e a eternidade de glória. Quando os olhos se fecham na Terra, abrem-se no Céu. Os cavalos de fogo não estão um instante no caminho. Então, Oh filho de Deus! Posto que pela morte do Senhor, a maldição e o aguilhão da morte foram destruídos, o que há na morte, para que a temas? Pois agora, a morte não é senão uma escala de Jacob, cujos pés estão na obscura sepultura, porém, o seu topo chega até à glória eterna.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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