… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de abril de 2017

21 de abril



William MacDonald
Um dia de cada vez
21 de abril
“O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.” (Lc 6:40, ARC, Pt)

Nesta passagem, o Senhor Jesus recordava aos Doze que quando fossem ensinar outros não esperassem que os seus discípulos progredissem mais profundamente na vida espiritual do que eles mesmo o tinham feito. Por outras palavras, o alcance da nossa influência positiva sobre outros está limitada pelo que nós mesmos somos. Como O. L. Clark dizia:

Não podes ensinar o que não sabes;
Não podes guiar aonde não vais.

O Salvador continuou reforçando esta lição por meio da história da trave e do argueiro. Um homem caminha por um campo semeado quando repentinamente uma rajada de vento lhe crava no olho um minúsculo argueiro. Esfrega o olho, tira-o da pálpebra, e experimenta todos os conselhos bem intencionados que os seus amigos lhe dão para tirar o cisco do olho. Então, chego eu com um poste telefónico sobressaindo do meu olho e digo-lhe: “Amigo, permite-me que te tire essa palhita do olho.” O homem olha-me com o olho são e diz-me: “Não crês que deverias primeiro retirar o poste telefónico do teu olho?”

É obvio! Não posso ajudar a ninguém que está lutando com um pecado dominante se eu mesmo estou acorrentado a esse pecado. Não posso compeli-lo a que obedeça ao mais simples mandamento da Escritura se por minha parte não lhe obedeço. Qualquer fracasso espiritual na minha vida sela os meus lábios nessa área em particular.

Quando o meu discípulo já está bem preparado, quer dizer, quando terminei de o treinar, não posso esperar que esteja um centímetro mais acima da minha própria estatura espiritual. Pode crescer até à minha estatura, mas não posso guiá-lo além dela.

Tudo isto enfatiza uma vez mais que devemos estar atentos à nossa própria vida. O nosso ministério deve ser um ministério de caráter. O que está dentro é o que conta. Podemos ser interessantes e astutos, mas, se houver pontos débeis na nossa vida, áreas de negligência e de desobediência, então o nosso discipulado para com outros é como o caso do cego que guia a outro cego.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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