… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de abril de 2017

21 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
21 de abril
“Eu sei que o meu Redentor vive.” (Jb 19:25, ARC, Pt)

O âmago do conforto de Job residia nesta pequena palavra: “Meu” “Meu Redentor”; e, no facto, de que o Redentor vive. Oh! O segurar-se a um Cristo vivo, quanto significa! Temos de possuir Cristo antes de podermos desfrutar dEle. Para que me serve o ouro, que está na mina? Até no Peru há mendigos, e há na Califórnia quem mendigue o pão. É o dinheiro que está no meu bolso que satisfará as minhas necessidades, pois com ele posso comprar o pão que me faz falta. Assim, pois, um Redentor que não me redime, um vingador que nunca defende o meu sangue, para que me serve? Não estejas satisfeito, até que pela fé possas dizer: “Sim, eu me lanço sobre o meu Senhor vivo; e Ele é meu.” Pode ser que O segures com uma mão débil; tu pensas que é quase presunção dizer: “Ele vive como meu Redentor.” Contudo, lembra-te, se tu tens somente fé como um grão de mostarda, essa pouca fé autoriza-te a dizê-lo. Mas, há, também, outra palavra aqui, que expressa a forte confiança de Job: “Eu sei.” Dizer “Eu espero, eu creio” é confortável, e há milhares no redil de Jesus que dificilmente alguma vez possam dizer muito mais. Mas, para obter a essência da consolação, tu tens de dizer: “Eu sei”. Os “se”, “mas” e “talvez” são, sem qualquer dúvida, assassinos da paz e do conforto. As dúvidas são coisas terríveis em tempo de aflição. Como vespas elas provocam sofrimento pungente na alma! Se eu tenho alguma suspeita de que Cristo não é meu, então ali há vinagre misturado com fel de morte, mas se eu sei que Jesus vive para mim, então a escuridão não é escura, até mesmo a noite é luz ao meu redor. De facto, se Job naqueles tempos, antes da vinda e do advento de Cristo, podia dizer “Eu sei”, nós não deveríamos falar menos positivamente. Deus não permitia que o nosso positivismo seja presunção. Olhemos para que as nossas evidências sejam fundadas, para que nós não construamos em cima de uma esperança infundada, e, então, que não fiquemos satisfeitos com o mero fundamento, porquanto é a partir dos quartos superiores que nós temos a perspectiva mais ampla. Um Redentor vivo, verdadeiramente meu, é alegria indizível.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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