… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
22 de abril

“Não temerás espanto noturno.” (Sl 91:5, ARC, Pt)
O QUE é este espanto? Pode ser o grito de fogo, ou o ruído de ladrões, ou aparições imaginárias, ou o clamor de enfermidade, ou a morte repentina. Nós vivemos no mundo da morte e da dor; podemos, portanto, esperar males, tanto nas vigílias da noite, como sob o resplendor do sol tórrido. Nem tão pouco isto deveria alarmar-nos, porque, seja qual for o espanto, a promessa é que o crente não temerá. Por que deveria ele de temer? Ponhamos isto mais ajustadamente: por que teremos nós de temer? Deus, nosso Pai, está aqui, e estará aqui através das horas da solidão. Ele é um omnipotente Vigia, um Guardião que não dorme, um Amigo fiel. Nada pode acontecer sem a Sua ordem, porquanto até o próprio Inferno está sob o Seu controlo. As trevas não são escuras para Ele. Ele prometeu ser uma muralha de fogo em redor do Seu povo. E quem poderá abrir caminho por tal barreira? Os mundanos bem podem estar com medo, porque eles têm sobre eles um Deus irado; têm dentro deles uma consciência culpada; e debaixo deles um Inferno escancarado. Porém, nós, aqueles que descansamos em Jesus, estamos a salvo de todas estas coisas pela Sua rica misericórdia. Se nós dermos lugar a temores néscios, desonraremos a nossa profissão e levaremos outros a duvidar da realidade da piedade. Nós devemos ter temor de temer, com receio de que entristeçamos o Espírito Santo pela ação da néscia desconfiança. Abaixo, pois, tristes pressentimentos e infundadas apreensões! Deus não Se esqueceu de ser misericordioso nem encerrou as Suas generosas mercês. Pode ser noite na alma, mas não há necessidade de temer, porque o Deus de amor não muda. Os filhos de luz podem andar em trevas, mas eles não são, portanto, rejeitados, ou melhor, eles estão habilitados para provar a sua adoção por confiarem no seu Pai celestial como os hipócritas não podem fazer.



"Apesar da noite ser escura e triste,

A escuridão não pode ocultarnos de Ti;

Tu és Aquele que nunca Se cansa,

Vigilante onde o Teu povo esteja. "


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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