… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 23 de abril de 2017

23 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
23 de abril
“E olhei, e eis que estava no meio do trono… um Cordeiro, como havendo sido morto.” (Ap 5:6, ARC, Pt)

Por que devia o nosso exaltado Senhor aparecer com as suas feridas na glória? As feridas de Jesus são as Suas glórias, as Suas jóias, e os Seus sagrados ornamentos. Para o olho do crente, Jesus é muito formoso porque Ele é “cândido e rubicundo”; cândido com a Sua inocência e rubicundo com o Seu próprio sangue. Nós vê-mo-Lo como o lírio de incomparável pureza, e, como a rosa tingida de carmesim com o Seu próprio sangue. Cristo é formoso sobre o monte das Oliveiras e sobre o monte Tabor e junto do mar, mas oh! Jesus nunca foi tão incomparável como quando Ele pendia da cruz. Ali nós contemplamos todas as Suas belezas em perfeição, todos os Seus atributos revelados, todo o Seu amor manifestado, todo o Seu caráter expressado. Amado, as feridas de Jesus são muito mais formosas aos nossos olhos do que todos os esplendores e pompas dos reis. A coroa de espinhos é mais do que um diadema imperial. É certo que Ele agora não empunha o cetro de cana; mas havia nele uma glória que nunca brilhou no cetro de ouro. Como traje de corte, Jesus usa a aparência de um Cordeiro imolado com o qual Ele cortejou as nossas almas e as redimiu pela Sua expiação completa. Nem tão-pouco são só estes os ornamentos de Cristo: há também os troféus do Seu amor e da Sua vitória. Ele dividiu os despojos com os fortes. Ele redimiu para Si mesmo uma grande multidão, a qual ninguém pode contar; e essas cicatrizes são as lembranças da batalha. Ah! Se Cristo assim sente prazer em conservar a lembrança dos Seus sofrimentos pelo Seu povo, quão preciosas deveriam ser as feridas Dele para nós!

“Vede como cada pisadura Dele,
Um precioso bálsamo destila,
Que cura a cicatriz que o pecado fez,
E cura todos os males mortais.”

“Aquelas feridas são bocas que pregam a Sua Graça,
As insígnias do Seu amor,
Os selos da nossa esperada beatitude,
Além, no Paraíso”

Tradução de Carlos António da Rocha

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