… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

24 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
24 de abril


“E, todavia fizemos uma firme aliança.” (Ne 9:38, ARC, Pt)

HÁ muitas ocasiões na nossa experiência quando podemos muito bem, e com benefício, renovar a nossa aliança com Deus. Depois de convalescer de uma enfermidade, quando, como Ezequias, conseguimos alargar as nossas vidas uns anos mais, podemos renovar a aliança. Depois de havermos sido livrados de alguma aflição, quando o nosso gozo floresceu outra vez, vamos de novo à cruz e renovemos a nossa consagração. Façamos isto, especialmente, quando tivermos cometido algum pecado que entristeceu o Espírito Santo, ou quando tivermos desonrado a causa de Deus. Olhemos, nessa ocasião, para aquele sangue que nos pode fazer mais brancos do que a neve e apresentemo-nos outra vez, ao Senhor. Não deveríamos permitir que unicamente a nossa aflição confirme a nossa dedicação a Deus, mas que o faça também a nossa prosperidade. Se alguma vez nos acharmos em tempos nos quais Deus nos coroa de favores, então, se Ele nos tem coroado, devemos nós coroá-Lo a Ele. Tiremos de novo todas as jóias das insígnias divinas, que foram guardadas no guarda-jóias do nosso coração, e deixemos que o nosso Deus Se sente sobre o trono do nosso amor ataviado com roupa real. Se aprendêssemos a aproveitar a nossa prosperidade, não necessitaríamos de tanta adversidade. Se tirássemos de um beijo todo o bem que ele nos pode dar, não seríamos castigados tão frequentemente. Recebemos ultimamente alguma bênção que pouco esperávamos? Pôs o Senhor os nossos pés num lugar amplo? Podemos cantar de misericórdias multiplicadas? Então, este é o dia de pôr as nossas mãos sobre os chifres do altar, e dizer: “Ata-me aqui, Senhor; ata-me aqui com cordas para sempre.” Visto que necessitamos de Deus o cumprimento de novas promessas, ofereçamos renovadas orações para que os nossos antigos votos sejam cumpridos. Façamos esta manhã com ele uma firme aliança, por causa dos sofrimentos de Jesus, que no último mês temos vindo a considerar com gratidão.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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