… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

24 de abril

Oswald Chambers

My Utmost for His Highest
24 de abril  O AVISO CONTRA O ANSIAR POR SUCESSO ESPIRITUAL

“Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos…” (Lc 10:20, ARC, Pt)

O mundanismo não é a armadilha que mais nos põe em perigo como obreiros cristãos; nem tão-pouco ele é pecado. A armadilha em que nós caímos é extravagantemente ansiar pelo sucesso espiritual, isto é, o sucesso medido e moldado pelo modelo definido por esta época religiosa em que agora vivemos. Nunca andes em busca de outra coisa senão da aprovação de Deus, e está sempre disposto a sair “fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hb 13:13). Em Lc 10:20, Jesus disse aos discípulos que não se alegrassem no serviço bem sucedido, e contudo esta parece ser a única coisa em que a maioria de nós se regozija. Temos um ponto de vista comercial— contamos quantas almas foram salvas e santificadas, agradecemos a Deus, e nessa altura pensamos que está tudo bem. No entanto, o nosso trabalho só começa onde a graça de Deus já colocou os alicerces. O nosso trabalho não é para salvar almas, mas para discipliná-las. Salvação e santificação são obra da graça soberana de Deus, e o nosso trabalho como discípulos é discipular as vidas das outras pessoas, até que estejam totalmente submissas a Deus. Uma vida totalmente devotada a Deus é de mais valor para Ele do que uma centena de vidas que foram simplesmente despertadas pelo Seu Espírito. Como obreiros de Deus, devemos reproduzir espiritualmente a nossa própria espécie, e essas vidas serão o testemunho de Deus para connosco, como Seus obreiros. Deus, por meio da Sua graça, cria um padrão de vida, e nós somos responsáveis por reproduzir o mesmo padrão nas outras pessoas.



A não ser que o obreiro viva uma vida que “está escondida com Cristo, em Deus” (Cl 3:3, ARC, Pt), ele está inclinado a tornar-se um ditador irritante para com as outras pessoas, em vez de um discípulo ativo e vivo. Muitos de nós somos ditadores, impondo os nossos desejos às pessoas e aos grupos. Mas Jesus nunca nos dá ordens dessa maneira. Sempre que o nosso Senhor falou sobre discipulado, Ele sempre fez preceder as Suas palavras com um “se”, nunca com a sentença convincente ou dogmática— “Tu és obrigado a.” O discipulado implica uma opção.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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