… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de abril


William MacDonald
Um dia de cada vez
25 de abril

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do Seu conhecimento.” (2Co 2:14, ARC, Pt)


Nesta passagem Paulo usou a figura de um desfile triunfal no qual um general acaba de voltar de uma conquista no estrangeiro. Ele encabeça o desfile, saboreando a doce satisfação da vitória. Atrás dele, vêm as suas tropas jubilosas, e atrás delas, os prisioneiros de guerra, já assinalados para o castigo, possivelmente, a morte. Ao longo de todo o itinerário do desfile há incensários que enchem o ar de aromas e perfumes. Mas, estas fragrâncias significam coisas diferentes para os que desfilam, dependendo do bando em que se encontram. Para aqueles que são leais ao vencedor, é a fragrância de vitória, mas, para os cativos, é presságio de derrota e de condenação.



A senda do servo do Senhor Jesus coincide com esta descrição em diferentes aspetos. O Senhor vai à cabeça guiando-o sempre em triunfo. Ainda que nem sempre pareça haver vitória, o crente está do lado dos vencedores e a causa de Deus jamais fracassará.



Onde quer que vá leva consigo o aroma de Cristo. Mas este aroma tem significado diferente para os que participam dele: aroma de vida eterna para os que se submetem ao Senhor Jesus, e aroma de morte e de destruição para os que rejeitam o Evangelho.



Mas, em ambos os casos Deus é glorificado: na salvação dos que se arrependem, e na rejeição dos que perecem. Quando estes últimos estiveram ante Cristo, no Julgamento do Grande Trono Branco, não poderão acusar Deus pela sua situação desditosa, porque tiveram a oportunidade de ser salvos, mas rejeitaram-na.



Há uma tendência muito generalizada de julgar a efetividade do serviço cristão pelo número de pessoas que se salvam. Esta passagem sugere-nos que é igualmente válido julgá-lo pelo número de pessoas que, depois de ouvir o Evangelho, o rejeitam e se afundam no Inferno.



Deus é glorificado em ambos os casos. À Sua presença sobe o suave aroma da graça nos que se salvam e o suave aroma da justiça nos que se perdem.



Que tema tão solene! Não é de estranhar que o Apóstolo pergunte como conclusão: “Para estas coisas, quem é idóneo?”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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