… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
26 de abril
“Fazei isto em memória de mim.” (1Co 11:24, ARC, Pt)

PARECE, então, que os Cristãos podem esquecer-se de Cristo! Não haveria necessidade para esta exortação afetuosa, se não houvesse uma hipótese terrível de que as nossas memórias possam vir a ser traiçoeiras. Nem tão-pouco isto é uma mera suposição, pois ela está, ai! Ai de mim! Muito bem confirmada na nossa experiência, não como uma possibilidade, mas como um facto lamentável. Parece quase impossível que aqueles que foram redimidos pelo sangue do Cordeiro moribundo, e foram amados pelo eterno Filho de Deus com um amor eterno, esqueçam aquele Salvador cheio de compaixão. Mas, se isto assusta o ouvido, é, ai! Ai de mim! Demasiado evidente para o olho para que nos permita negarmos o crime. Esquecer Aquele que nunca nos esqueceu! Esquecer Aquele que derramou o Seu sangue pelos nossos pecados! Esquecer Aquele que nos amou até à morte! Será possível? Sim, não só é possível, mas, também a consciência confessa, (o que é uma lamentável falta nossa), que nós permitimos que Jesus, como se fosse um transeunte, fique somente connosco uma noite. Jesus, a Quem, nós teríamos de considerar como o permanente habitante das nossas memórias, é somente um visitante naquele lugar. A cruz, onde alguém creria que a lembrança permanecesse e onde a negligência deveria ser um intruso desconhecido, é profanada pelos pés do esquecimento. Não te diz a tua consciência que esta é a verdade? Não notas em ti mesmo que te esqueceste de Jesus? Alguma criatura afasta pela calada o teu coração e tu te esqueces dAquele em Quem o teu afeto deveria ser posto. Algum assunto carnal absorve a tua atenção, quando, na verdade, deverias fixar os teus olhos na cruz. É a constante agitação do mundo, a incessante atração das coisas terrestres, as que afastam a alma de Cristo. Enquanto a memória mantenha alguma venenosa erva daninha, a Rosa de Saron murchará. Encarreguemo-nos a nós mesmos de atar nos nossos corações um não-te-esqueças-de-Mim celestial em prole de Jesus, o nosso Amado, e, quando nós estivermos propensos a esquecer-nos de Cristo, então que nos agarremos a Ele firmemente.

Tradução de Carlos António da Rocha

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