… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
26 de abril

“Bem-aventurado aquele que vigia.” (Ap 16:15, ARC, Pt)
“CADA dia morro”, disse o apóstolo. Esta era a vida dos primitivos Cristãos: eles iam por toda parte com as suas vidas nas suas mãos. Nós não somos hoje chamados a passar pelas mesmas terríveis perseguições: se fossemos, o Senhor dar-nos-ia graça para suportarmos a prova. Mas, presentemente, as provas do Cristão, se bem que aparentemente não são tão terríveis, são, agora, mais apropriadas para derrotá-lo do que as da época da perseguição. Temos de suportar a chacota do mundo, o que de facto é pouca coisa; pois muito pior são as suas lisonjas, as suas palavras suaves, as suas palavras melífluas, a sua adulação e a sua hipocrisia. O nosso perigo é que nos façamos ricos e cheguemos a ser orgulhosos; que sigamos as modas deste mundo e percamos a nossa fé. Ou se não são as riquezas, podem ser os cuidados deste mundo que, no fim de contas, são tão prejudiciais como aquelas. Que sejamos despedaçados pelo leão rugidor ou apertados pelo urso até nos asfixiar, o Diabo pouco se importa com isso, desde que ele possa destruir o nosso amor a Cristo e a nossa confiança nEle. Temo-me de que a igreja Cristã seja muito mais capaz de perder a sua integridade nestes suaves e sedosos dias que naqueles tempos tempestuosos. Devemos despertar-nos agora, porquanto estamos atravessando a terra encantada e é muito provável que caiamos adormecidos para nossa própria ruína, a menos que a nossa fé em Jesus seja uma realidade e o nosso amor uma ardente chama. Muitos nestes dias de fácil profissão revelam-se provavelmente joios e não trigo, ou hipócritas com formosas máscaras nos seus rostos, mas não verdadeiros filhos do Deus vivente, nascidos de novo. Cristão, não penses que estes são tempos nos quais tu possas viver sem vigiar e sem santo ardor. Tu necessitas estas coisas hoje mais do que nunca. Que o Espírito de Deus mostre em ti a Sua omnipotência, para que possas dizer tanto nos dias fáceis como nos difíceis: “Somos mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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