… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
28 de abril

“A casa de Israel é de rosto obstinado e dura de coração.” (Ez 3:7, ARC, Pt)

NÃO há exceções? Não, nem uma. Até o povo favorecido é assim descrito. São os melhores tão maus? Então, o que serão os piores? Vem, meu coração, pensa até onde tens parte nesta acusação universal. E, enquanto consideras isto, dispõe-te a envergonhar-te de ti mesmo no que podes ter sido culpado. A primeira acusação é descaramento ou dureza de rosto, uma falta de vergonha santa, uma audácia ímpia para o mal. Antes da minha conversão podia pecar sem sentir compunção, podia ouvir falar do meu pecado sem me humilhar, e, até confessar a minha iniquidade, sem sentir pesar, na alma. Um pecador impenitente que vá à casa de Deus e pretenda orar ao Senhor e louvá-Lo, revela um rosto de bronze da pior espécie! Ai! Desde o dia do meu novo nascimento que tenho duvidado do meu Senhor na Sua presença, tenho murmurado diante dEle descaradamente, tenho-O adorado negligentemente e tenho pecado, sem ter chorado, por ter pecado. Se o meu rosto não fosse como um diamante, mais duro do que uma pederneira, eu deveria ter mais santo temor e uma contrição de espírito mais profunda. Ai de mim! Eu sou um dos descarados da casa de Israel. A segunda acusação é dureza de coração, e eu não devo atrever-me aqui a fazer-me inocente. Noutros tempos eu tive um coração de pedra, e, se bem que, por meio da graça, tenho, agora, um coração novo e de carne, grande quantidade da minha antiga obstinação permanece em mim. Não me sinto afetado pela morte de Jesus, como deveria; nem me sinto comovido, como seria de esperar, pela perdição de meus semelhantes, pela maldade dos tempos, pelo castigo de meu Pai celestial e pelos meus próprios fracassos. Oh, a tal ponto o meu coração se devia derreter por meio da narração dos sofrimentos e da morte de meu Salvador! Deus queira que eu possa livrar-me desta pedra de moinho que está dentro de mim, deste odioso corpo de morte. Mas, bendito seja o nome do Senhor, a enfermidade não é incurável. O precioso sangue do Salvador é o solvente universal, e a mim, a mim mesmo, abrandar-me-á de uma maneira eficaz, até que o meu coração se derreta como a cera perto do fogo.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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