… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 29 de abril de 2017

29 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
29 de abril

“Tu és a minha esperança no dia do mal.” (Jr 17:17, KJV)

O caminho do cristão nem sempre está iluminado pelo sol, pois ele tem períodos de trevas e de tormentas. É verdade que na Palavra de Deus está escrito: “Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas, paz”; e, também, é uma grande verdade, que a religião tem por fim dar ao homem felicidade na Terra e glória no Céu. Porém, a experiência diz-nos que ainda que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, todavia, algumas vezes, aquela luz eclipsa-se. Em certos períodos, as nuvens cobrem o sol do crente, e ele anda nas trevas e não vê a luz. Há muitos que se têm regozijado na presença de Deus por um tempo; eles gozam o calor nas primeiras etapas da sua carreira Cristã; eles foram andando em “verdes pastos”, junto a “águas tranquilas”, mas, de repente, o céu glorioso nublou-se. Em vez de andaram na Terra de Gosen eles andavam pelo deserto arenoso; em lugar de águas cristalinas, eles acharam águas turvas, amargas ao gosto, e disseram: “Com certeza, se eu fosse um filho de Deus, isto não me aconteceria.” Oh, tu, que andas em trevas, não fales assim! O melhor dos santos de Deus tem de beber absinto; o mais querido de Seus filhos tem de levar a cruz. Nenhum Cristão tem gozado de prosperidade perpétua; nenhum crente pode sempre estar cantando. Inicialmente o Senhor atribuiu-te porventura um caminho plano e desanuviado porque tu eras débil e tímido. Ele temperou o vento para o cordeiro tosquiado, porém, agora que tu és mais forte na vida espiritual, tens de entrar na amadurecida e acidentada experiência dos adultos filhos de Deus. Necessitamos ventos e tempestades para exercitar a nossa fé, com o fim de que arrancarem os ramos podres da nossa independência e de nos arraigarem mais firmemente em Cristo. O dia do mal revela-nos o valor da nossa gloriosa esperança.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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