… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 30 de abril de 2017

30 de abril


William MacDonald
Um dia de cada vez
30 de abril

 “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” (Jo 14:15, ARC, Pt)

Mandamentos? No Novo Testamento? Quando o povo escuta a palavra mandamentos, pensa imediatamente em legalismo. Mas os dois termos não são sinónimos. Ninguém falou mais de mandamentos do que o Senhor Jesus, e todavia não há Ninguém menos legalista que Ele.



O que é o legalismo? Ainda que a palavra não se encontre no Novo Testamento, ela descreve os esforços incessantes dos homens para ganhar o favor de Deus. Basicamente significa o intento de obter a justificação ou a santificação guardando a Lei. Este é seu verdadeiro significado.



Mas hoje em dia a palavra usa-se num sentido mais amplo para descrever o que se crê sendo as regras rígidas e moralistas. Qualifica-se de “legalista” qualquer tentativa para classificar certas práticas como tabu. De facto, a palavra “legalismo” emprega-se mal, como um maço ou pau para atacar praticamente toda a restrição do comportamento cristão, ou contra qualquer ensino “negativo” ou proibição.



O que deve fazer então o cristão para evitar os perigos associados com o “legalismo”?



Em primeiro lugar, é verdade que o cristão está livre da Lei, mas isto não significa que esteja sem lei. Está sob a lei de Cristo e isto obriga-o a viver de acordo com a vontade de Cristo e não conforme os seus próprios desejos.



Em segundo lugar, devemos recordar que no Novo Testamento abundam os mandamentos, incluindo um número considerável de proibições. A diferença está em que estes mandamentos não nos são dados como lei, com uma penalidade agregada, mas como instruções em justiça para o povo de Deus.



Além disso, há coisas que podem ser legítimas para o cristão, mas não proveitosas. Podem ser lícitas, ainda que também escravizem (1Co 6:12).



É possível que um crente tenha liberdade para fazer algo, e, não obstante, alguém pode tropeçar, se o vê fazê-lo. Nesse caso, deve abster-se de fazê-lo.



O facto de que alguns tachem alguma proibição de “legalista” não significa que seja má. As pessoas utilizam, também, a palavra “puritano” para denunciar certas normas de conduta, mas, assim demonstram a sua ignorância, porque a conduta dos puritanos honrava a Cristo, muito mais do que a de muitos que os criticam.



Quando os chamados cristãos denunciam certas normas de conduta piedosa chamando-as “legalistas”, pode ser um sinal de que se tenham tornado permissivos e de que se estão deslizando moralmente. Imaginam, ingenuamente, que se lançarem lodo à cara daqueles a quem chamam legalistas ou puritanos, serão melhor vistos aos olhos dos outros.



A nossa segurança está em permanecer tão perto dos ensinos da Escritura quanto é possível, não em tentar ver quão perto do precipício podemos chegar, sem cair.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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