… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 4 de abril de 2017

4 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
4 de abril

“Vinde, subamos ao monte do SENHOR.” (Is 2:3, ARC, Pt)

É muito benéfico para as nossas almas subir acima deste presente mundo mau até algo um pouco mais nobre e melhor. Os cuidados deste mundo e a falsidade das riquezas são hábeis para sufocar tudo de bom que haja intimamente em nós, e assim desenvolvemo-nos irritáveis, desalentados, talvez orgulhosos e carnais. É bom para nós que cortemos esses espinhos e sarças, porquanto a semente celestial semeada entre elas não é provável que dê colheita. E onde acharemos nós uma melhor foucinha para com a qual as cortarmos do que a comunhão com Deus e as coisas do reino? Nos vales da Suíça, muitos dos que os habitam estão deformados, e todos têm uma aparência doentia, porque a atmosfera está carregada com miasma e é sufocante e estancada. Mas acima, sobre as montanhas, acha-se uma raça robusta que respira o ar fresco e puro que procede das imaculadas neves das alturas alpinas. Seria conveniente que os habitantes do vale deixassem frequentemente as suas habitações entre os pântanos e bafos febris e inalassem o revigorante ar das montanhas. É a esta proeza de trepador a que vos convido esta noitinha. Que o Espírito de Deus nos assista para que deixemos os bafos do temor e as febres da ansiedade e todos os males que se juntam neste vale terrestre e subamos às montanhas de antecipado gozo e bem-aventurança. Que Deus, o Espírito Santo, corte as cordas que nos têm mantêm aqui em baixo e nos ajude a subir! Nós sentamo-nos demasiadas vezes como águias acorrentadas, atadas a uma rocha; só que, ao contrário das águias, começamos a amar as nossas cadeias, e, possivelmente, se chegasse a ocasião, seríamos adversos a vê-las quebrada. Que Deus nos conceda graça para que se não podermos escapar das cadeias quanto à nossa carne, contudo que no-la conceda quanto ao nosso espírito; e, deixando o corpo, como um servo, no sopé do monte, possam as nossas almas, como Abraão, alcançar o cume da montanha e gozar ali de comunhão com o Altíssimo.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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