… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

5 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
5 de abril

“Diante da honra vai a humildade.” (Pv 15:33, ARC, Pt)

A HUMILDADE de alma sempre traz consigo uma bênção positiva. Se esvaziarmos os nossos corações de nós mesmos, Deus enchê-los-á com o Seu amor. Aquele que deseje íntima comunhão com Cristo tem de recordar a palavra do Senhor: “Para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da Minha palavra”. Humilha-te se queres subir ao céu. Não dizemos de Jesus: “desceu para que pudesse subir”? Assim deves fazer tu. Deves descer para que possas subir, pois a mais doce comunhão com o Céu a obtêm as almas humildes e só elas. Deus não negará nenhuma bênção a um espírito inteiramente humilde. “Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus”, com todas as suas riquezas e tesouros. Todo o tesouro de Deus será transferido por escritura de dádiva à alma que seja suficientemente humilde para receber esta riqueza sem orgulhar-se. Deus abençoa-nos a todos até à plena medida e ponto máximo do que é conveniente para Ele fazer. Se tu não obténs uma bênção é porque não é conveniente para ti tê-la. Se o nosso Pai Celestial permitisse que o teu espírito não humilhado ganhasse uma vitória na Sua guerra santa, tu furtarias a coroa e, ao te encontrares com um novo inimigo, cairias vítima. É por isso que para tua própria segurança, Ele te mantém humilde. Quando um homem é sinceramente humilde e nunca se aventura a tocar sequer num grão de exaltação, certamente não há algum limite para o que Deus fará por meio dele. A humildade prepara-nos para sermos abençoados pelo Deus de toda graça e põe-nos em condições de tratar eficientemente com os nossos próximos. A verdadeira humildade é uma flor que adornará qualquer jardim. Ela é um condimento com o qual podes temperar qualquer prato da vida e tu irás achar uma melhoria em cada caso. Quer na oração quer no louvor, quer no trabalho quer no sofrimento, o genuíno sal da humildade não pode ser usada com excesso.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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