… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

6 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

6 de abril

“Saiamos, pois, a ele fora do arraial.” (Hb 13:13, ARC, Pt)

JESUS, levando a Sua cruz, saiu para sofrer fora da porta da cidade. O motivo porque o Cristão deve deixar o arraial do pecado e da religião do mundo, não é o seu desejo de ser estranho, mas porque assim o fez Jesus, e porque os discípulos seguiram nisto o seu Mestre. Cristo “não era deste mundo”. A Sua vida e o Seu testemunho foram um protesto constante contra a conformidade com o mundo. Nunca existiu um amor tão imenso pelos homens como o de Cristo; apesar disso, Ele era afastado de pecadores. Da mesma maneira o povo de Cristo deve "sair a Ele"; deve tomar a sua posição "fora do arraial", como testemunha da verdade. Os crentes têm de estar preparados para andar pelo caminho reto e estreito; devem ter corações ousados, resolutos e cheios de coragem, que, em primeiro lugar, amem a Cristo, e, depois, à Sua verdade; e, além disso, têm de amar a Cristo e à Sua verdade, mais do que qualquer outra coisa, no mundo. Jesus queria ter o Seu povo "fora do arraial" para o santificar. Tu não podes crescer na graça enquanto andes conformado com o mundo. A vida de separação poderá ser um caminho doloroso, porém ela é a estrada da segurança. E, ainda que a vida separada possa custar muitas angústias, e apresentar cada dia uma batalha, ela ainda é, no fim de contas, uma vida feliz. Não há gozo que possa ultrapassar o gozo do soldado de Cristo. Jesus revela-Se tão graciosamente e dá um refrigério tão agradável, que o soldado sente mais calma e paz no seu dia de batalha do que os outros nos seus dias de repouso. A estrada da santidade é a estrada da comunhão. É, deste modo, que vamos esperar ganhar a coroa, se estamos capacitados pela graça divina a seguir fielmente a Cristo "fora do arraial." A coroa da glória seguir-se-á à cruz da separação. A vergonha dum momento será bem recompensada com a honra eterna. Um curto espaço de tempo de testemunho parecerá uma ninharia, quando estivermos "para sempre com o Senhor."


Tradução de Carlos António da Rocha

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