… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

7 de abril



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
7 de abril

“Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.” (Sl 51:14, ARC, Pt)

Nesta SOLENE CONFISSÃO, é agradável observar que David claramente nomeia o seu pecado. Ele não o chama homicídio involuntário nem se refere a ele como um ato de imprudência pelo qual um acidente infeliz ocorreu a um homem digno, mas ele chama-o pelo seu verdadeiro nome: crimes de sangue. Na realidade, David não matou o marido da Bathseba, mas, entretanto, foi no seu coração onde se forjou a morte de Urias e, assim, ele foi diante de Deus um assassino. Aprende na confissão a ser sincero com Deus. Não dê nomes encantadores aos imundos pecados. Se bem que os chames como queiras, nem por isso eles terão um cheiro mais agradável. Procura ver o pecado como Deus o vê, e, com sinceridade de coração, reconhece o seu caráter real. Observa que David se sentia evidentemente oprimido com a enormidade de seu pecado. É fácil usar palavras, mas é difícil ter a consciência do seu significado. O Salmo cinquenta e um é uma fotografia de um espírito contrito. Busquemos o mesmo quebrantamento de coração, porque, ainda que as nossas obras possam ser excelentes, se os nossos corações não forem conscientes de que o pecado merece o inferno, não podemos esperar encontrar perdão.

O nosso versículo contém UMA ARDENTE ORAÇÃO dirigida ao Deus da salvação. Perdoar é a Sua prerrogativa. Salvar aos que buscam o Seu rosto é o Seu próprio Nome e ofício. Mais ainda, o versículo chama-O “o Deus da minha salvação.” Sim, bendito seja o Seu nome, enquanto ainda eu estou indo a Ele por meio do sangue de Jesus, posso regozijar-me no Deus de minha salvação.

O salmista termina com UM VOTO LOUVÁVEL: se Deus o livra, ele cantará; sim, mais ainda, ele “louvará altamente.” Quem pode louvar de outra maneira de uma tal misericórdia como esta? Porém, notemos o tema do louvor: “A TUA JUSTIÇA”. Devemos louvar acerca da obra consumada pelo precioso Salvador, e aquele que conhece muito do amor inclinado ao perdão, louvará em voz mais alta.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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