… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de abril de 2017

8 de abril


William MacDonald
Um dia de cada vez

8 de abril

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante que toda espada de dois fios.” (Hb 4:12, ARC, Pt)

Um estudante cristão universitário testificava a outro que vinha de um seminário liberal. Quando, no decorrer da conversação o crente citou um versículo, o seminarista disse-lhe: “Não creio na Bíblia.” Um pouco mais adiante o cristão voltou a citar outro versículo, mas o seminarista, incomodado, replicou: “Já te disse que não creio na Bíblia.” À terceira vez que o cristão citou mais um versículo, o seminarista ficou tão nervoso, que explodiu: “Não me cites a Bíblia. Já te disse que não creio nela.” Calou-se, então, o crente que se sentia completamente derrotado e frustrado. Pensou que como ganhador de almas era um fracasso completo.

Aconteceu que o Dr. H. A. Ironside tinha sido convidado para jantar nessa mesma noite em sua casa. Estavam à mesa, quando o estudante cristão compartilhou a sua experiência dececionante com aquele seminarista. Então, perguntou ao Dr. Ironside: “Quando está procurando testificar a alguém e este lhe diz: ‘Não creio na Bíblia’, o que faz?” O Dr. Ironside respondeu com um sorriso: “Simplesmente cito mais dela.” Este é um conselho excelente para qualquer possível ganhador de almas. Quando as pessoas dizem que não creem na Bíblia, simplesmente cite-lha mais vezes. A Palavra de Deus é viva e poderosa. Exerce um poderoso efeito sobre quem a escuta, mesmo que não creia nela.

Imaginemos dois homens em duelo. Um deles diz ao outro: “Não creio que a tua espada seja de aço verdadeiro”. O que acontece? Acaso, o outro lhe entrega a sua espada e admite a derrota? Faz-lhe um discurso científico sobre o conteúdo de carvão e a maleabilidade do metal? Que ridículo! Dá uma boa estocada no seu oponente, e fá-lo sentir quão real é sua espada. Assim acontece com a Bíblia. Ela é a espada do Espírito e há que usá-la, mais que defendê-la, já que ela se defende bem sozinha.

Não nego que haja lugar para as provas da inspiração das Escrituras na apologética. Estas provas são valiosas e úteis para confirmar a fé daqueles que já são salvos, mas apenas em muitos poucos casos, estas ajudam a que as pessoas venham à fé que salva. Por regra geral, as pessoas não se convencem por raciocínios ou argumentos humanos. O que os homens precisam é que os confrontemos com a poderosa Palavra de Deus. Um só texto bíblico vale mais que milhares dos nossos argumentos e ilustrações.

Isto destaca a importância de memorizarmos a Escritura. Se não a memorizarmos, o Espírito não poderá trazê-la à luz no momento oportuno. Mas a ideia central é que Deus não prometeu honrar as minhas palavras, mas as Suas. Assim, ao tratar com os não convertidos, devemos usar generosamente a espada do Espírito e observar como, por um milagre da graça, esta produz a convicção e a conversão.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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