… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de abril de 2017

8 de abril


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

8 de abril

“Porque, se ao madeiro verde fazem isso, que se fará ao seco?” (Lc 23:31, ARC, Pt)

ENTRE outras interpretações desta sugestiva pergunta, a seguinte está cheia de ensino: “Se Eu, o inocente substituto dos pecadores, sofro assim, o que se fará ao próprio pecador -a árvore seca- quando ele cair nas mãos de um Deus irado?” Quando Deus viu Jesus no lugar dos pecadores não O perdoou; e, quando Ele encontra o não regenerado sem Cristo, Ele tampouco o perdoará. Oh pecador! Jesus foi levado pelos Seus inimigos; tu também serás levado pelos demónios ao lugar designado para ti. Jesus foi abandonado por Deus; e se Ele, que só era pecador por imputação, foi abandonado, quanto mais o serás tu? “Eloi, Eloi, lama sabachâni?”, que grito terrível! Mas qual será o teu clamor quando disseres: Oh Deus! Oh Deus! Por que me desamparaste?” e Ele te responda: “Antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão; também Eu me rirei na vossa perdição e zombarei, vindo o vosso temor.” Se Deus não perdoou ao Seu próprio Filho, quanto menos te perdoará a ti! Que látegos de cordas ardentes serão os teus, quando a consciência te ferir com todos os seus terrores! Vós, os mais ricos, os mais felizes e os maiores pecadores que se consideram virtuosos, quem quererá estar no vosso lugar, quando Deus disser: “Ó espada, ergue-te contra o homem que Me rejeitou; fere-o, e que ele para sempre sinta a dor viva?” Jesus foi cuspido; pecador, qual será o teu opróbrio? Não podemos resumir numa palavra toda a multidão de aflições que se reuniu na cabeça de Jesus, que morreu por nós; portanto, é impossível para nós dizer que rios, que oceanos de dor rodarão sobre o teu espírito se morreres na condição em que agora estás. É possível que morras assim e agora. Pelas agonias de Cristo, pelas Suas feridas e pelo Seu sangue, não tragas sobre ti a ira que se avizinha! Confia no Filho de Deus e tu nunca morrerás.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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