… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

24 de abril

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
24 de abril


“Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.” (Ct 2:12, ARC, Pt)

A primavera é encantadora. O longo e triste inverno ajuda-nos a apreciar o seu agradável calor, e o anúncio que ela faz do verão acrescenta os seus presentes encantos. Depois de alguns períodos de depressão de espírito é aprazível contemplar de novo a luz do Sol de Justiça. Então, as nossas adormecidas graças  levantam-se da sua letargia como o açafrão e o narciso dos seus leitos terrestres. Então, o nosso coração se alegra com melodiosas notas de gratidão, muito mais melodiosas do que os gorjeios dos pássaros; e a reconfortante segurança de paz, muito mais agradável do que a voz da rola, ouve-se dentro da alma. Agora, é o tempo em que a alma deve procurar comunhão com o seu Amado; agora ela deve levantar-se de sua natural baixeza e apartar-se das suas antigas companhias. Se não içamos as velas quando a brisa é favorável, seremos culpáveis. Os tempos de refrigério não devem passar por nós sem serem aproveitados. Quando é Jesus mesmo O que nos visita com ternura e nos roga que nos levantemos, seremos nós tão ruins para recusar a Sua súplica? Ele mesmo Se levantou para nos atrair a Si. Regenerou-nos pelo Seu Espírito Santo para que possamos, em novidade de vida, subir ao Céu e mantermos comunhão com Ele. Para nossa frieza e indiferença deve bastar-nos o nosso estado invernoso. Quando o Senhor produz uma primavera dentro de nós, deixemos que a nossa seiva suba com força e que os nossos ramos cresçam com vigor. Oh Senhor! Se não chegou a primavera ao meu frio coração, eu rogo-Te para que faças que ela chegue, porque, sinceramente, eu estou cansado de viver longe de Ti. Oh! Quando porás fim ao longo e triste inverno? Vêm, Espírito Santo e renova a minha alma! Aviva-me! Restaura-me e tem misericórdia de mim! Esta mesma noitinha rogo ardentemente ao Senhor que tenha piedade do Seu servo e me conceda um feliz avivamento da minha vida espiritual!


Tradução de Carlos António da Rocha

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