… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
1 de maio
“As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas.” (Ct 5:13, ARC, Pt)

Eis que o mês das flores chegou! Os ventos de março e as chuvas de abril passaram e toda a Terra está ornamentada com beleza. Vem, minh’alma, veste os teus vestidos de festa e sai a recolher grinaldas de pensamentos celestiais. Tu sabes aonde ir, pois de ti o “canteiro de bálsamo” é bem conhecido; além disso, aspiraste tão frequentemente o perfume das “flores perfumadas”, que irás em seguida ao teu bem Amado e acharás nEle encanto e gozo. Aquelas faces, outrora tão rudemente feridas com uma vara, tão frequentemente regadas com lágrimas de compaixão e manchadas com saliva, —aquelas faces, digo—, são para o meu coração, enquanto sorriem, como fragrante aroma. Oh Senhor Jesus! Tu não escondeste o Teu rosto da vergonha e do desprezo, portanto o meu maior prazer será louvar-Te. Aquelas faces foram sulcadas com o arado da dor e ensanguentadas com linhas purpúreas de sangue que desciam das Suas têmporas coroadas de espinhos.



Estes sinais de imenso amor atraem a minha alma muito mais do que os “reservatórios de perfume.” Se eu não puder ver todo o Seu rosto, agradar-me-ia ver as Suas faces, pois o mais insignificante vislumbre de Cristo vivifica o meu espírito e traz-lhe uma diversidade de deleites. Em Jesus não só acho fragrância, mas também “um canteiro de bálsamo”; não só uma flor, mas, também, toda a espécie de “flores perfumadas.” Ele é para mim a minha rosa, o meu lírio, o bem-estar do meu coração e o meu “ramalhete de flores de hena.” Quando Ele está comigo é primavera todo o ano, e a minha alma sai a lavar o rosto com o orvalho matutino da Sua graça, e a entreter-se com o canto dos pássaros das Suas promessas. Precioso Senhor Jesus permite-me, na verdade, conhecer a felicidade que há numa permanente comunhão Contigo! Eu sou um pobre indigno, cujas faces Tu te hás dignado beijar! Oh! Permite, em retribuição, que Te beije com os beijos dos meus lábios.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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