… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
1 de maio

“Eu sou a rosa de Saron.” (Ct 2:1, ARC, Pt)

TUDO o que possa haver de beleza no mundo material, Jesus Cristo possui tudo isso no mundo espiritual num grau dez vezes maior. Entre as flores, a rosa é considerada como a mais fragrante; mas Jesus é infinitamente muito mais formoso no jardim da alma do que o que a rosa possa ser nos jardins da Terra. Ele ocupa o primeiro lugar como o mais belo entre dez mil. Ele é o sol; os outros são as estrelas. Os céus e o dia são escuros em comparação com Ele, porque o Rei na Sua beleza transcende tudo. “Eu sou a rosa de Saron.” Esta era a melhor e a mais rara das rosas. Jesus não somente é “a rosa”, Ele é “a rosa de Saron”, assim como Ele chama “ouro” à Sua justiça e depois acrescenta: “ouro de Ofir”, o melhor do melhor. Ele é positivamente formoso e superlativamente o mais formoso. Há variedade nos Seus encantos. A rosa é formosa à vista e o seu perfume é agradável e reconfortante; assim também, cada um dos sentidos da alma: o gosto, o tato, o ouvido, a vista ou o olfato espiritual, acham adequada gratificação em Jesus. Até a lembrança do Seu amor é agradável. Toma a rosa de Saron, tira-lhe as pétalas uma por uma e guarda-as no jarro da memória e acharás muito mais tarde que cada um dessas pétalas conserva a sua fragrância e enche a casa de perfume. Cristo satisfaz completamente o gosto mais refinado dos espíritos mais cultos. O mais destacado apreciador de perfumes sente-se completamente satisfeito com a rosa; e quando a alma tenha chegado ao seu mais alto grau de gosto genuíno, ela sentir-se-á satisfeita com Cristo; mais ainda: ela estará melhor capacitada para O apreciar. O próprio Céu não possui nada que seja superior à rosa de Saron. Que emblema pode expor plenamente a Sua beleza? A linguagem humana e as coisas terrestres são insuficientes para revelar Jesus. Os mais deliciosos encantos da Terra unidos, refletem debilmente a sua abundante preciosidade. Bendita rosa, floresce, em meu coração, para sempre!

Tradução de Carlos António da Rocha

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