… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
10 de maio

“Mas de facto Cristo ressuscitou dentre os mortos.” (1Co 15:20, ARC, Pt)

TODO o Cristianismo descansa no facto de que “Cristo ressuscitou dentre os mortos”, pois “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” A divindade de Cristo acha a Sua prova mais segura na Sua ressurreição, já que Ele foi “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos.” Não seria irracional duvidar da Sua deidade se Ele não tivesse ressuscitado. Além disso, a soberania de Cristo depende da Sua ressurreição: “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” Outra vez, a nossa justificação, essa seleta bênção do pacto, tem conexão com o triunfo de Cristo sobre a morte e sobre a sepultura, pois Ele “por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Não somente isto, mas até a nossa própria regeneração está conectada com a Sua ressurreição, pois “nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” E, muito certamente, a nossa ressurreição final descansa aqui, porque “Se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” Se Cristo não ressuscitou, então, tampouco nós ressuscitaremos; mas se Ele ressuscitou, então aqueles que dormem em Cristo não pereceram, mas na sua carne verão de facto o seu Deus. Assim, pois, o fio de prata da ressurreição atravessa todas as bênçãos do crente, desde a sua regeneração até à sua eterna glória, e ata-as todas juntas. Quão importante, então, será este glorioso facto no pensamento do crente, e quanto gozo ele experimentará, sabendo, fora de dúvida, que está provado que “de facto Cristo ressuscitou dentre os mortos”!

“A promessa está cumprida
A obra da redenção está feita,
A justiça com a misericórdia reconciliadas,
Porque Deus ressuscitou o Seu Filho.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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