… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

11 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de maio

“Moab esteve descansado desde a sua mocidade, e repousou nas suas fezes, e não foi mudado de vasilha para vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso conservou o seu sabor, e o seu cheiro não se alterou.” (Jr 48:11, ARC, Pt)


Jeremias ilustra o seu dito valendo-se da arte de fazer vinhos para nos ensinar que uma vida de comodidade não produz fortaleza de caráter.

Sempre que o vinho fermenta em tonéis ou potes, os sedimentos ou os restos assentam-se no fundo. Se o vinho for deixado tranquilo, torna-se desagradável ao gosto. O vinhateiro deve mudar o vinho de vasilha em vasilha para eliminar os restos e as impurezas. Só assim o vinho desenvolve força, aroma, cor e sabor.

Moab tinha vivido sempre na tranquilidade. Jamais tinha sofrido os desconfortos do cativeiro. Tinha-se isolado dos problemas, das penas e das privações. O resultado foi que a sua vida era monótona e insípida. Carecia de fragrância e de maturação.

O que se diz do vinho também se pode dizer de nós. Necessitamos dos obstáculos, da oposição, das dificuldades e das moléstias para nos desfazermos das impurezas e desenvolver as virtudes de uma vida cheia de Cristo.

A nossa tendência natural é proteger-nos incessantemente de alguma coisa que nos perturba.

Mas a vontade de Deus para nós é que vivamos no meio de uma crise contínua que nos leve a depender dEle. O nosso Senhor estará sempre agitando o ninho.

Na biografia de Hudson Taylor, a senhora de Howard Taylor escreveu: “Esta vida que estava destinada a ser uma bênção para todo o mundo devia passar através de um processo muito variado (isto é, nunca se lhe permitiu estancar-se nas suas impurezas), que incluiu muito desse mudar e voltar a mudar ‘de vasilha em vasilha’, tão doloroso para a nossa natureza mais baixa, da qual estamos sendo refinados”.

Quando nos apercebemos do que o Divino Vinhateiro está procurando realizar na nossa vida, deixamos a nossa rebelião e aprendemos a submeter-nos e a depender dEle. Então podemos dizer:

Deixa ao Seu soberano domínio, escolher e dispor;
Assim te assombrarás do Seu caminho, que sábia, que forte é a Sua mão.
Muito longe do teu pensamento, o Seu conselho aparecerá,
Quando vires a obra que Ele forja, o teu temor se dissipará.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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