… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

12 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
12 de maio


“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1Co 1:21, ARC, Pt)



Na igreja de Corinto alguns discutiam se o Evangelho era intelectualmente respeitável. A sua preocupação com a sabedoria deste mundo fê-los sensíveis àqueles aspetos da mensagem cristã que resultavam ofensivos aos ouvidos dos filósofos.

Não tinham a intenção de abandonar a fé, mas de redefini-la, para que fosse mais saborosa ou mais aceitável aos eruditos.

Paulo enfureceu-se pelo seu intento de vincular a sabedoria do mundo com a de Deus. Sabia muito bem que obter reconhecimento intelectual resultaria numa perda de poder espiritual.

Enfrentemo-los! Há algo na mensagem cristã que é escandaloso para os judeus e uma loucura para os gentios. E não só isso, os cristãos na sua maioria não são o que o mundo chamaria sábios, poderosos ou nobres. Cedo ou tarde temos de nos dar conta de que em lugar de pertencermos à inteligência, somos néscios, débeis, vis e menosprezados, porque é assim como o mundo nos considera.

Mas o maravilhoso é que Deus utiliza esta mensagem, que parece ser uma loucura, para salvar aos que creem. Deus vale-Se precisamente de pessoas como nós para realizar os Seus propósitos. Ao escolher instrumentos tão pouco prometedores, evita toda a pompa e pretensão do mundo, elimina qualquer possibilidade de jactância, e faz com que somente Ele seja louvado.

Isto não quer dizer que não há lugar para a erudição. Claro que há. Mas a menos que a erudição se combine com uma profunda espiritualidade, esta embotar-nos-á e chegará a ser um verdadeiro perigo. Quando a erudição julga a Palavra de Deus, alegando, por exemplo, que alguns escritores[1] utilizaram fontes mais confiáveis do que outras, isto representa um abandono da verdade de Deus. Quando procuramos o reconhecimento de eruditos como estes, fazemo-nos vulneráveis a todas as suas heresias.

Paulo não chegou aos Coríntios com excelência de palavras ou de sabedoria. Determinou não saber nada entre eles a não ser a Jesus Cristo, e, a Este crucificado. Sabia que o poder[2] estava na apresentação simples e franca do Evangelho, e não em ocupar-se com problemas espinhosos e intrincados, teorias complexas e infrutíferas que a ninguém beneficiam, nem em render homenagem ao intelectualismo.


[1] Autor dos 66 livros da Bíblia
[2] Espiritual, do Espírito Santo

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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