… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 13 de maio de 2017

13 de maio



William MacDonald
Um dia de cada vez
13 de maio


“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.” (Mt 18:6, ARC, Pt)

Seria difícil imaginar um método mais eficaz e infalível de afogamento que este. A pedra de moinho da qual se fala aqui, não era aquela pequena peça que se usava à mão, mas aquela enorme mó que era movida por um asno. Ter uma pedra de moinho desse tamanho presa ao redor do pescoço significaria afogar-se veloz e irremediavelmente.

Sobressaltamo-nos ante a veemência das palavras do Salvador. Parece retumbar com vigor inusitado contra o pecado de escandalizar a algum dos Seus pequeninos. O que é o que provoca uma ira tão grande?



Ilustremo-lo! Tomemos a um ministro do Evangelho que tem uma fila constante de gente que se aproxima dele para receber conselho. Entre elas encontra-se uma pessoa jovem escravizada por algum pecado sexual com uma enorme necessidade de ajuda. Ele (ou ela) vê o ministro como alguém em quem se pode confiar e que o ajudará a encontrar o caminho da liberação. Mas em vez disto, o ministro, inflamado de paixão, faz-lhe propostas indecorosas, e logo leva o seu aconselhado de volta à imoralidade. Ele (ou a) jovem é destroçado por esta traição à sua confiança. Ao desiludir-se por completo do mundo religioso, possivelmente, ficou inválido espiritualmente para o resto da sua vida.



Bem pode ser que o ofensor seja um professor que trabalha incansavelmente para arrebatar dos seus alunos qualquer poucachinho de fé que pudessem mostrar. Ao semear dúvidas, agride a Pessoa de nosso Senhor e socava a autoridade das Escrituras.



Pode tratar-se de um cristão cuja conduta faz tropeçar um jovem crente. Transpondo a fina linha entre liberdade e libertinagem, envolve-se em alguma atividade questionável. O jovem cristão interpreta o seu proceder como uma conduta cristã aceitável e deixa o caminho da vida consagrada para afundar-se numa vida de corrupção e mundanalidade.



As palavras solenes do Salvador devem pôr-nos de sobreaviso. É um assunto muito grave contribuir para a perversão ética, moral ou espiritual de um menor que lhe pertença. Seria melhor afogar-se em água literalmente do que afogar-se num mar de culpa, desgraça e remorso, ao fazer com que um de Seus pequeninos caia no pecado.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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