… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 14 de maio de 2017

14 de maio

William MacDonald
Um dia de cada vez
14 de maio

“Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm...” (Ef 5:4, ARC, Pt)

O humor em excesso deve evitar-se, porque resulta indevidamente numa fuga de poder espiritual.



O pregador trata com assuntos muito solenes: a vida e a morte, o tempo e a eternidade. Pode pronunciar um sermão extraordinário, e todavia, se está salpicado de frases humorísticas indevidas, as pessoas só tenderão a recordar o gracioso e esquecer-se-ão do resto.



Com muita frequência o poder de uma mensagem pode dissipar-se pela conversação despreocupada utilizada depois dela. Uma solene chamada evangélica vai acompanhada do augusto silêncio da eternidade que invade uma reunião. Todavia, quando o culto termina e as pessoas se levantam para sair, é comum escutar-se o zumbido do falatório social. As pessoas falam dos resultados do futebol ou dos negócios do dia. Não é de estranhar que o Espírito Santo Se entristeça e nada neles aconteça para com Deus.



Os anciãos que sempre estão brincando têm pouco impacto espiritual efetivo sobre os jovens que os observam como modelos. Creem que o seu sentido de humor os congraça para com eles, sem precaver-se que tudo o que provocam é uma aguda sensação de desilusão e de deceção.



Uma forma de leviandade que é especialmente daninha consiste em fazer jogos de palavras utilizando passagens da Escritura com o que se pode fazer rir por um momento, mas não transformar uma vida. Cada vez que fazemos isto diminuímos o sentido da autoridade da Escritura na nossa própria vida e na dos outros.



Isto não significa que um crente deve ser sombrio e taciturno sem mostrar o menor rasto de chispa humorística. Pelo contrário, quer dizer que deve controlar o seu humor de tal maneira que não invalide a sua mensagem.



Kierkegaard contava acerca do palhaço de um circo que estava montado nos subúrbios de certa povoação. O grande toldo do circo incendiou-se e o palhaço foi correndo para o centro da povoação gritando que o circo estava ardendo em enormes labaredas. O povo ria quando escutava os seus gritos estrondosos. O palhaço tinha-os feito rir tanto nos espetáculos que já tinha perdido a sua credibilidade junto deles.



Charles Simeon guardava um quadro de Henry Martyn no seu escritório, e quando Simeon entrava no aposento, parecia que Martyn o seguia com o olhar e lhe dizia: “Sê ardente, sê ardente; não percas o tempo, não percas o tempo.” E Simeon replicava-lhe: “Sim, serei ardente; serei ardente; não perderei tempo, porque as almas perecem, e Jesus deve ser glorificado.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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