… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

15 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de maio

“E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.” (1Co 10:10, ARC, Pt)

Os israelitas não cessaram de queixar-se durante a sua travessia pelo deserto; eram lamurientos crónicos. Queixavam-se da provisão de água; queixavam-se da comida e queixavam da liderança que Deus lhes proveu. Quando Deus lhes deu o maná do céu, logo se cansaram dele e desejavam os porros, as cebolas e os alhos do Egito Ainda que não houvesse supermercado ou sapatarias no deserto, Deus abasteceu-os de uma inesgotável quantidade de comestíveis durante quarenta anos, e de sapatos que nunca se desgastavam. Em vez de estarem agradecidos por esta provisão milagrosa, os israelitas queixaram-se sem trégua nem descanso.



Os tempos não mudaram. Os homens de hoje em dia queixam-se do clima: é muito quente ou frio, muito húmido ou muito seco. Queixam-se da comida, pelo molho frio ou pela torrada queimada. Queixam-se do seu trabalho e do seu salário, da falta de empregos, ainda que tenham um. Criticam o governo e os seus impostos, mas ao mesmo tempo demandam dele benefícios e serviços cada vez maiores. Sentem-se desventurados ao lado de outras pessoas, pelo seu automóvel ou pelo serviço no restaurante. Queixam-se de dores e achaques insignificantes. Queriam ser mais altos, mais magros e mais atrativos Não importa com quanta bondade Deus os tenha tratado com o passar dos anos, de todos os modos dizem: “O que tem feito Deus por mim, recentemente?”



Deve ser uma desgraça para Deus ter gente como nós nas Suas mãos. Tem sido tão bom para connosco, abastecendo-nos não apenas do necessário para a vida, mas até de luxos que o Seu próprio Filho não desfrutou quando esteve nesta terra. Temos boa comida, água potável, casas confortáveis e roupa em abundância. Possuímos a vista, o ouvido, o apetite, a memória e tantas outras misericórdias que damos por adquiridas. Tem-nos protegido, guiado e sustentado. Sobre tudo, deu-nos a Vida Eterna por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. E que agradecimento recebe em troca de tudo isto? Nada mais que uma reiterada ladainha de queixas.



Tinha um amigo em Chicago, há anos, que dava uma boa resposta quando alguém lhe perguntava: “Como estás?”, replicava: “Seria um pecado queixar-me.” Muitas vezes penso nisto quando me sinto tentado a murmurar. Queixarmo-nos é um pecado. O antídoto contra as queixas é a ação de graças. Quando recordamos tudo o que o Senhor tem feito por nós, damo-nos conta de que não temos razões para nos queixarmos.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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